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O México apoiará a Venezuela com pessoal especializado em resgate e saúde

A Venezuela registrou dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 em sequência, com danos estruturais e vítimas em diferentes estados do país. O governo venezuelano reportou dezenas de mortos e centenas de feridos após os tremores e suas réplicas. O México declarou envio de apoio humanitário e equipes de resgate em coordenação com Caracas.


Terremoto na Venezuela, junho de 2026.
Terremoto na Venezuela, junho de 2026.

Na manhã de 25 de junho de 2026, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou que o governo mexicano mantém comunicação com o governo da Venezuela após os abalos sísmicos registrados na noite de quarta-feira. Em mensagem pública, Sheinbaum afirmou: “Nossa solidariedade ao povo da Venezuela”, e informou que o Ministério das Relações Exteriores está em contato com autoridades em Caracas.


Sheinbaum declarou ainda que determinou a preparação de assistência humanitária. Segundo ela, a Venezuela solicitou equipes de resgate e pessoal médico para apoio às operações de busca e atendimento aos feridos. Ela afirmou: “Já ordenei a preparação da ajuda necessária. Por ora, eles solicitaram apoio com equipes especializadas de resgate e saúde. O México está e sempre estará presente para demonstrar solidariedade”.


O secretário de Relações Exteriores do México, Roberto Velasco, informou que, por instrução do governo mexicano, foi apresentada oferta de apoio ao governo venezuelano. Ele declarou que a comunicação diplomática permanece ativa entre as partes.


Em atualização sobre a situação no país, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou que equipes de resgate de Estados Unidos, República Dominicana, El Salvador, México e Catar devem chegar ao território venezuelano nos dias seguintes para apoio às operações.


Os tremores ocorreram por volta das 18h (horário local) de quarta-feira, com intervalo de 39 segundos entre os eventos principais. O primeiro registrou magnitude 7,2 e o segundo 7,5, com impactos em Caracas e nos estados de Miranda, La Guaira, Carabobo, Falcón, Yaracuy, Aragua, Trujillo e Zulia.


O governo venezuelano informou 32 mortos e mais de 700 feridos. O estado de La Guaira foi declarado zona de desastre, com registros de colapso de edificações. Após os abalos, foram registradas cerca de vinte réplicas durante a noite.


As autoridades venezuelanas ativaram centro de comando de emergência, suspenderam atividades escolares e serviços não essenciais e mantiveram operações de busca em áreas atingidas com participação de equipes de resgate e moradores locais.

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