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Autoproclamado "Padre": britânico preso por recrutar supremacistas brancos nas redes sociais

Um britânico foi condenado a mais de quatro anos de prisão por promover supremacismo branco e incitar violência racial nas redes sociais. O caso envolve Tygue Crowther, de 36 anos, residente em Cleckheaton, no condado de West Yorkshire, no Reino Unido. Segundo a Sky News, ele utilizou as plataformas X (antigo Twitter) e Telegram entre outubro de 2023 e junho de 2024 para incentivar ataques contra pessoas não brancas. Crowther chegou a tentar organizar um grupo extremista denominado “Batalhão Branco Unido”. A sentença foi proferida no Tribunal da Coroa de Newcastle após investigação que revelou a disseminação sistemática de propaganda neonazista e material terrorista.


Tygue Crowther usou sua conta X para incitar ataques contra pessoas não brancas
Tygue Crowther usou sua conta X para incitar ataques contra pessoas não brancas

De acordo com a acusação, apresentada pelo promotor John Greaney, as publicações de Crowther “expressavam ou insinuavam apoio à erradicação de imigrantes e pessoas não brancas” e incluíam vídeos com “cenas explícitas de ataques contra pessoas não brancas e glorificação da violência cometida por neonazistas”. O material também continha manuais de fabricação de bombas de origem extremista, compartilhados por meio do Telegram, além de imagens de adesivos neonazistas espalhados em um parque infantil da região.


Apesar de se apresentar como padre, Tygue Crowther não possui ordenação reconhecida por nenhuma igreja tradicional. O título é autoproclamado e utilizado por ele em suas contas nas redes sociais, possivelmente para conferir uma falsa autoridade e influência sobre seguidores, ampliando o alcance de suas mensagens extremistas e ideológicas.


Crowther operava suas contas com linguagem abertamente ideológica, identificando-se como “britânico, nacional-socialista, aceleracionista” e defendendo explicitamente o combate à imigração e ao multiculturalismo. Em sua página, conclamava seguidores com a frase: “O povo britânico precisa agir contra a escória que entra em nosso país”. O chamado fazia parte de sua tentativa de recrutar integrantes para o grupo que denominava “United White Battalion” (UWB), organização informal que buscava formar uma base para ataques raciais.


O promotor afirmou que as publicações obtiveram “engajamento significativo” e geraram respostas de apoio de seguidores com ideologia semelhante, evidenciando um ambiente digital propício à radicalização e à mobilização de violência política. As postagens ocorreram em um período em que as tensões raciais e migratórias no Reino Unido estavam elevadas, ampliando o alcance e o potencial impacto do conteúdo divulgado.


A defesa não conseguiu descaracterizar o caráter ideológico e violento da atuação de Crowther, cuja radicalização teria sido intensificada após o fim de seu casamento. A sentença de mais de quatro anos de prisão reflete a gravidade dos crimes e a tentativa deliberada de fomentar terrorismo doméstico por meio de redes sociais.


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