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Petrobras retorna à Namíbia em parceria com gigante europeia

A Petrobras anunciou em 6 de fevereiro de 2026 a aquisição de participação no Bloco 2613, na costa da Namíbia, marcando seu retorno às operações no país africano. A estatal brasileira ficará com 42,5% do ativo, em parceria com a francesa TotalEnergies, que deterá igual fatia e será a operadora do projeto. O anúncio foi divulgado pela agência Prensa Latina, a partir de informações confirmadas pela própria empresa. O movimento integra o Plano de Negócios 2026–2030 da Petrobras, voltado à expansão internacional e à reposição de reservas.


Bloco 2613 Namíbia, África
Bloco 2613 Namíbia, África

O Bloco 2613 está localizado na bacia de Lüderitz, no litoral atlântico da Namíbia, e possui cerca de 11 mil quilômetros quadrados, área considerada estratégica após descobertas recentes de petróleo e gás na costa africana. Além da Petrobras e da TotalEnergies, o consórcio inclui a Eight Offshore Investment Holdings, com 5% de participação, e a estatal namibiana Namcor Exploration and Production, que ficará com 10%, conforme detalhado no comunicado oficial.


Em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários do Brasil, a Petrobras afirmou que a operação está alinhada à sua estratégia de diversificação geográfica e fortalecimento do portfólio exploratório. A empresa destacou que o retorno à Namíbia busca ampliar oportunidades em regiões de fronteira exploratória, consideradas de alto potencial econômico no médio e longo prazo.


A TotalEnergies, multinacional francesa com histórico de forte presença no setor energético africano, atuará como operadora do bloco, concentrando a condução técnica e operacional das atividades. A configuração do consórcio reflete a assimetria estrutural do setor, no qual grandes estatais e multinacionais europeias mantêm papel central na exploração de recursos naturais africanos.


A conclusão da transação ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo autorizações governamentais e regulatórias, especialmente do Ministério da Indústria, Minas e Energia da Namíbia. Até a obtenção dessas aprovações, a participação anunciada permanece condicionada, sem início imediato das atividades exploratórias no bloco.

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