top of page
  • LOGO CLD_00000

VOCÊ NÃO PODE NOS COMPRAR, MAS PODE NOS AJUDAR! Se você acredita e valoriza o que estamos fazendo, considere apoiar nosso trabalho com uma contribuição via PIX para a chave: jornalclandestino@icloud.com

Povos maias da Guatemala se levantam contra o imperialismo: “FIM DO BLOQUEIO A CUBA!”

O Movimento Tzuk Kim-pop, aliança formada por cinco povos maias da Guatemala, declarou em 11 de fevereiro de 2026 solidariedade a Cuba diante do bloqueio imposto pelos Estados Unidos. Em comunicado divulgado na Cidade da Guatemala e publicado pela agência Prensa Latina, o grupo classificou a política como “infâmia e barbárie”. A organização afirmou que as medidas promovidas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visam sufocar economicamente a ilha caribenha. O texto denuncia que as restrições impedem a entrada de combustível, medicamentos e alimentos. Também critica a decisão do governo guatemalteco de encerrar o Acordo de Cooperação em Saúde com Cuba neste ano.


Comunidade Maia da Guatemala I ARQUIVO I ©LATINO REBELS
Comunidade Maia da Guatemala I ARQUIVO I ©LATINO REBELS

No comunicado, o Movimento Tzuk Kim-pop — surgido antes da assinatura dos Acordos de Paz de 1996 — sustenta que o bloqueio tenta “extinguir a chama da esperança e da humanidade da Revolução e do povo da ilha caribenha”. A articulação reúne organizações dos povos Tzutujil, Kaqchikel, K’iche’ e Mam, entre outros, das terras altas ocidentais da Guatemala, com atuação na defesa de direitos indígenas, de mulheres e de jovens.


O documento afirma que


“Cuba não está sozinha no novo ataque e na intensificação do bloqueio promovido pelo governo de Donald Trump” e descreve as medidas como parte de uma estratégia de “agressão, imposição e neocolonialismo”.

Segundo o movimento, a ordem executiva estadunidense e outras ações associadas restringem o acesso da ilha a insumos essenciais, ampliando dificuldades já acumuladas por mais de seis décadas de sanções.


O posicionamento também lamenta que o governo guatemalteco tenha decidido encerrar o Acordo de Cooperação em Saúde com Cuba em 2026. A Brigada Médica Cubana atua na Guatemala há 27 anos, período no qual realizou atendimentos em áreas rurais e comunidades historicamente desassistidas pelo Estado. Para o Movimento Tzuk Kim-pop, a ruptura do acordo representa “ingratidão” diante das contribuições médicas e humanitárias prestadas por profissionais cubanos ao país centro-americano.


“Em vez disso, o governo guatemalteco, com senso de dignidade, deveria se unir ao clamor universal de ‘FIM DO BLOQUEIO!’”, afirma o texto. A organização sustenta que Cuba deve poder exercer “livremente sua soberania e autodeterminação”, sem coerção externa.

O bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba foi formalizado pelos Estados Unidos em 1962 e, desde então, tem sido renovado e ampliado por diferentes administrações. A Assembleia Geral das Nações Unidas aprova anualmente, por ampla maioria, resoluções que pedem o fim das sanções. Ainda assim, a política permanece como instrumento de pressão geopolítica, com impactos diretos sobre a economia e o cotidiano da população cubana.


Ao final do comunicado, o Movimento Tzuk Kim-pop convoca “movimentos, povos e organizações” a redobrar o apoio à ilha caribenha e a retribuir a solidariedade demonstrada por Cuba ao longo de décadas. A declaração insere a denúncia do bloqueio em uma perspectiva histórica de resistência indígena e crítica às práticas de dominação externa na América Latina, reafirmando que soberania não é concessão, mas direito.

editora
clandestino

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

Adquira um dos nossos produtos e fortaleça quem segue produzindo conteúdo, arte e resistência independente.

últimas
histórias

bottom of page