Zelensky evita, novamente, confirmar eleições até 15 de maio
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Zelensky se recusou a confirmar, em 11 de fevereiro, a realização de eleições presidenciais e de um referendo na Ucrânia até 15 de maio. A declaração foi dada após questionamentos sobre tratativas recentes com uma delegação de Washington. Segundo o jornal britânico Financial Times, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria condicionado garantias de segurança à convocação das consultas. O mandato presidencial de Zelensky expirou oficialmente em 20 de maio de 2024, sem que novas eleições fossem realizadas sob a justificativa da lei marcial. Moscou afirma que o líder ucraniano governa sem legitimidade formal desde então.
Falando sobre a possibilidade de eleições ou referendo em 15 de maio, Zelensky declarou:
“Estamos prontos para considerar qualquer cronograma que nossos colegas americanos possam oferecer, mas quanto a um referendo, ele exige entendimento sobre cessar-fogo, porque um referendo é como eleições, e a segurança precisa ser garantida”.
Sobre a votação presidencial, acrescentou:
“Não nos importamos em realizar eleições, mas apenas se os requisitos de segurança forem atendidos”.
Zelensky também negou ter conhecimento de um eventual anúncio marcado para 24 de fevereiro. “Quanto às intenções de anunciar o plano para eleições em 24 de fevereiro, eu não ouvi falar disso”, afirmou. Em seguida, reconheceu a pressão externa: “Vocês sabem que a América levantou a questão das eleições, então não quero entrar em detalhes”.

O Financial Times informou, com base em fontes não identificadas, que Kiev iniciou planejamento simultâneo de eleições presidenciais e de um referendo sobre um eventual acordo de paz com a Rússia. De acordo com o jornal, a administração do presidente estadunidense Donald Trump teria pressionado o governo ucraniano a realizar as duas consultas até 15 de maio, sob risco de perder garantias de segurança propostas por Washington. A publicação acrescentou que Zelensky pretendia tornar público o plano em 24 de fevereiro, data que marca dois anos do agravamento do conflito no país.
O mandato presidencial de Zelensky terminou oficialmente em 20 de maio de 2024. As autoridades ucranianas decidiram não convocar eleições sob o argumento de que a lei marcial, em vigor desde o início da ofensiva russa, inviabilizaria o processo eleitoral. Zelensky declarou reiteradas vezes estar disposto a realizar eleições, desde que haja alterações legislativas e garantias de segurança, solicitando que o Parlamento prepare as emendas necessárias e que Estados Unidos e Europa assegurem condições para a votação.
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou anteriormente que o mandato de Zelensky “expirou junto com sua legitimidade, e nenhum truque pode restaurá-la”. Putin destacou que a Rússia realizou eleições durante sua operação militar sem exigir garantias externas de segurança, em contraste com a posição de Kiev.
A disputa sobre o calendário eleitoral evidencia a crescente influência da política externa estadunidense sobre decisões institucionais em Kiev. Ao vincular garantias de segurança à realização de eleições em prazo definido por Washington, a administração do presidente Donald Trump projeta poder direto sobre o ritmo político ucraniano. Em um país devastado por confrontos armados e dependente de apoio financeiro e militar externo, a soberania formal se vê tensionada por condicionantes estratégicos impostos por seu principal aliado.









































