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Eixo Rússia-China-Paquistão desafia pressão europeia sobre sanções contra o Irã

Durante a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), realizada em Tianjin, Irã, Rússia, China e Paquistão demonstraram alinhamento contra a possibilidade de reativação automática das sanções da ONU a Teerã. A medida, conhecida como mecanismo de “snapback”, é defendida por países europeus como Reino Unido, Alemanha e França, que pressionam pelo retorno das restrições suspensas pelo acordo nuclear de 2015.


O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, destacou que China e Rússia, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, e o Paquistão, como membro não permanente, rejeitam a iniciativa europeia. Segundo ele, a declaração aprovada em Tianjin, que condena ataques israelenses e estadunidenses contra o Irã, representa um marco político importante e fortalece a posição de Teerã.


Iranianos realizam manifestações por seu país e para condenar a agressão israelense. 19 de junho de 2025 ©IRNA
Iranianos realizam manifestações por seu país e para condenar a agressão israelense. 19 de junho de 2025 ©IRNA

O acordo nuclear, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), foi firmado em 2015, encerrando mais de uma década de impasse sobre o programa nuclear iraniano. Entretanto, em 2018, o então presidente estadunidense Donald Trump retirou os Estados Unidos do pacto e restabeleceu sanções unilaterais, abrindo caminho para o atual cenário de tensão.


As autoridades iranianas afirmam que não aceitarão condições que reduzam seu programa de enriquecimento de urânio a zero e ameaçam deixar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) caso as sanções voltem a vigorar. O prazo da Resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU expira em outubro, e países europeus cogitam acionar o mecanismo logo após esse marco.


O clima se agravou com a escalada de confrontos iniciados por Israel em junho de 2025, que levou o governo iraniano a suspender a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Críticas internas apontam que a agência não condenou os bombardeios israelenses e estadunidenses, reforçando a percepção de parcialidade no tratamento ao programa nuclear iraniano.



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