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Primeiras eleições sírias registram baixa representatividade de gênero e minorias

A Síria divulgou os resultados de sua primeira eleição parlamentar desde a queda do governo de Bashar al-Assad, mostrando que a Assembleia Popular reformulada é majoritariamente composta por muçulmanos sunitas e homens. O pleito, realizado de forma indireta, tem sido alvo de críticas por sua baixa representatividade de gênero e de minorias religiosas.


Dos 119 parlamentares eleitos, apenas quatro por cento são mulheres e apenas dois são cristãos, provocando questionamentos sobre a capacidade da nova legislatura de representar a diversidade do país. Especialistas afirmam que o pleito favoreceu figuras já bem relacionadas, mantendo o poder concentrado e limitando mudanças democráticas significativas.


AAREF WATAD I AFP I GETTY
AAREF WATAD I AFP I GETTY

A votação ocorreu no domingo e envolveu cerca de 6 mil membros de colégios eleitorais regionais que escolheram candidatos a partir de listas pré-aprovadas. O presidente Ahmed al-Sharaa ficará responsável por nomear o terço restante dos 210 assentos do Parlamento. Observadores afirmam que essa etapa pode contemplar minorias alauítas, drusas e cristãs, mas há risco de favorecer aliados do presidente, mantendo o desequilíbrio na representação.


Os muçulmanos sunitas representam cerca de 75% da população síria, enquanto o antigo regime de Assad era liderado majoritariamente por membros da minoria alauíta. Autoridades justificaram a adoção do sistema indireto pela falta de dados populacionais confiáveis após quase 14 anos de guerra civil, que resultou em centenas de milhares de mortes e milhões de deslocados.


A votação foi adiada em áreas fora do controle do governo, incluindo regiões curdas no norte e nordeste, assim como a província de Suwayda, controlada por drusos, deixando 21 cadeiras do Parlamento vagas. O porta-voz eleitoral Nawar Najmeh afirmou que cédulas suplementares poderiam ser usadas para preencher essas posições, mas descartou a adoção de um sistema baseado em cotas.


Para a ativista política Nour al-Jandali, eleita na cidade de Homs, a nova legislatura enfrenta o desafio de restabelecer um Estado baseado em liberdade, cidadania e justiça, garantindo que as mulheres tenham papel efetivo na elaboração de políticas públicas.


Conflitos recentes em Aleppo evidenciam a fragilidade da segurança e a instabilidade que ainda afeta o país. Na segunda-feira (6), confrontos entre o exército sírio e as Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiadas pelos EUA, resultaram na morte de três agentes de segurança e protestos isolados da população. O Ministério da Defesa sírio afirmou que o exército foi reposicionado em diversas frentes no nordeste do país, após aumento das tensões.


O processo eleitoral sírio representa um passo simbólico na transição pós-Assad, mas especialistas alertam que a baixa representatividade e a exclusão de minorias podem comprometer a legitimidade do Parlamento e a construção de um sistema político inclusivo.

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