Quanto custa um genocídio? Banco Central de Israel projeta gastos de até US$ 112 bilhões até 2026
- www.jornalclandestino.org

- 16 de abr.
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O Banco Central de Israel estimou que os custos das ofensivas militares conduzidas pelo governo de Benjamin Netanyahu alcançarão US$ 112 bilhões entre 2023 e 2026. O cálculo inclui operações na Faixa de Gaza, no Líbano e ataques conjuntos com os Estados Unidos contra o Irã. Os dados foram divulgados em relatório oficial publicado em 16 de abril de 2026. A escalada militar, inserida no contexto do genocídio contra a população palestina iniciado em 7 de outubro de 2023, já provoca impactos severos na economia israelense. O próprio governo reconhece deterioração fiscal, aumento da dívida e retração econômica.

De acordo com o relatório do Banco de Israel, os US$ 112 bilhões correspondem aos custos acumulados das campanhas militares lançadas pelo gabinete de Benjamin Netanyahu desde outubro de 2023, incluindo o genocídio em Gaza, operações no Líbano e a ofensiva contra o Irã realizada entre 13 e 25 de junho de 2025 em coordenação com forças estadunidenses. O documento ressalta que os números não incorporam decisões posteriores a 28 de fevereiro de 2026, quando teve início uma nova fase de agressões contra a República Islâmica, indicando que o custo real tende a ser ainda maior.
O impacto econômico dessas operações já se materializa em indicadores concretos. Dados apontam que o Produto Interno Bruto israelense sofreu contração de 3,5% no segundo trimestre de 2025, reflexo direto da queda no consumo interno e na redução dos investimentos, conforme registrado pela imprensa local. O jornal Maariv informou que, mesmo antes da escalada mais recente, a relação dívida/PIB já atingia 68%, com projeções de alcançar 72% até 2030, pressionando ainda mais a sustentabilidade fiscal do regime.
A ampliação da dívida está diretamente ligada ao financiamento das campanhas militares e às compensações por danos causados pelas próprias operações. Esse cenário impõe ao governo a necessidade de ampliar a captação de recursos ou aumentar a carga tributária sobre a população, evidenciando como o custo do expansionismo militar recai sobre a própria sociedade israelense. Ao mesmo tempo, relatos indicam fuga de capital e saída de setores da elite econômica e militar, fenômeno descrito como um “tsunami migratório”, agravando a crise estrutural.
A pressão econômica levou o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, a emitir alertas públicos nos dias anteriores a 7 de abril de 2026, data em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma pausa de duas semanas nos ataques contra o Irã. Segundo Smotrich, a paralisação quase total da economia israelense desde o início das operações militares gera perdas estimadas em US$ 3,02 bilhões por semana, expondo o peso financeiro direto da política de guerra permanente adotada pelo governo.
O encarecimento do custo de vida também se intensifica, impulsionado pela priorização de recursos para sustentar o aparato militar e a continuidade do genocídio em Gaza. A combinação de inflação, retração econômica e aumento da dívida evidencia como a estratégia de expansão militar, apoiada por Washington, aprofunda não apenas a devastação regional, mas também as contradições internas do próprio regime israelense.



































