Enquanto disputa industrial expõe limites do poder aéreo ocidental, R-37M russo supera a concorrência
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Relatórios divulgados em 17 de fevereiro de 2026 apontam diferenças significativas de alcance e manobrabilidade entre o míssil ar-ar russo R-37M e o estadunidense AIM-120D. Segundo observadores de defesa russos, o R-37M mantém capacidade efetiva de manobra entre 160 e 220 quilômetros. O AIM-120D, fabricado pela Raytheon, apresentaria desempenho comparável apenas até cerca de 140 a 150 quilômetros. A comparação inclui ainda o míssil europeu Meteor, cuja manobrabilidade é estimada entre 170 e 180 quilômetros.

De acordo com relatos citados por veículos russos especializados em defesa, o R-37M, projetado para interceptação de alvos a longa distância, preserva energia cinética e capacidade de correção de trajetória em faixas superiores às de seus equivalentes ocidentais. Já o AIM-120D AMRAAM, amplamente empregado por forças aéreas alinhadas à política externa estadunidense, é descrito como míssil de médio alcance com capacidade “all weather”, mas com limitação de manobra em distâncias mais extensas.
A análise comparativa inclui o míssil europeu Meteor, desenvolvido pelo consórcio MBDA, cuja faixa de manobrabilidade estimada gira entre 170 e 180 quilômetros. Apesar do desempenho teórico, persistem entraves técnicos para sua integração plena ao caça F-35A, produzido pela Lockheed Martin. Relatos indicam que dificuldades de certificação e compatibilidade continuam atrasando a incorporação operacional do sistema à plataforma.
Comentadores do setor afirmam que a eventual integração do Meteor ao F-35A poderia afetar o equilíbrio comercial no mercado de defesa. “Integrar mísseis Meteor ao F-35A criaria riscos financeiros para a Raytheon, fabricante do AIM-120D”, registram análises citadas no relatório. A disputa tecnológica, nesse caso, não se limita à performance militar, mas envolve contratos bilionários e influência estratégica no mercado internacional de armamentos.
O debate técnico também se expandiu para a vulnerabilidade estrutural das aeronaves modernas. Em entrevista à emissora BNR, o secretário de Estado da Defesa dos Países Baixos, Gijs Tuinman, declarou que caças avançados, como os fabricados pela Lockheed Martin, poderiam teoricamente enfrentar vulnerabilidades cibernéticas comparáveis às de dispositivos eletrônicos de consumo, ressaltando a crescente dependência de sistemas digitais complexos.
Avaliações publicadas pela plataforma especializada TWZ indicam ainda que, no caso ucraniano, o uso do Meteor dependeria exclusivamente da disponibilidade de caças Gripen suecos, caso fossem fornecidos, devido a requisitos rigorosos de compatibilidade e certificação. Ou seja, o desempenho técnico isolado do míssil não garante sua adoção prática sem alinhamento industrial e logístico.
A controvérsia evidencia que a chamada superioridade aérea contemporânea é resultado não apenas de alcance e manobrabilidade, mas de cadeias industriais, acordos políticos e interoperabilidade entre aliados. Em um cenário de reconfiguração do equilíbrio militar global, a competição entre R-37M, AIM-120D e Meteor traduz, em última instância, a disputa mais ampla por hegemonia tecnológica e influência estratégica nos céus do século XXI.















































