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Conflito na RDC reacende memórias de antigas guerras no Congo

A escalada da violência na República Democrática do Congo (RDC) tem levado comunidades inteiras a fugirem ou se prepararem para um novo conflito. O grupo rebelde M23 avançou sobre cidades estratégicas como Goma e Bukavu, causando destruição e mortes. Estima-se que desde janeiro milhares de pessoas perderam a vida nos confrontos.


Platon e The People's Portfolio I Órfãs desde 2013, quando seu pai morreu em um deslizamento de mina, Faraja sonha em ser presidente do Congo, sua irmã Ajwa quer ser médica.
Platon e The People's Portfolio I Órfãs desde 2013, quando seu pai morreu em um deslizamento de mina, Faraja sonha em ser presidente do Congo, sua irmã Ajwa quer ser médica.

A ONU acusa Ruanda de apoiar o M23, enquanto o governo congolês ofereceu uma recompensa de US$ 5 milhões pela captura dos líderes do grupo, sem sucesso até o momento. Além disso, as tropas de Uganda intensificaram sua presença na província de Ituri, alegando combater outras facções armadas ativas na região, como as Forças Democráticas Aliadas (ADF) e a Cooperação para o Desenvolvimento do Congo (CODECO).

Para analistas políticos, a situação atual lembra os horrores da Segunda Guerra do Congo (1998-2003), também conhecida como "Grande Guerra da África", que envolveu vários países do continente. O conflito daquela época deixou cerca de cinco milhões de mortos, devastou a economia congolesa e levou à proliferação de grupos armados.

Ruanda e Uganda tiveram papel central na invasão da RDC nos anos 1990 e foram acusados de saquear os recursos naturais do país, como ouro, diamantes e coltan — mineral essencial para a produção de eletrônicos. Relatórios da ONU indicam que a exploração ilegal de minérios continua financiando grupos armados, incluindo o M23, que arrecadaria cerca de US$ 800 mil por mês com vendas clandestinas.



RDC, 2008 ©Alvaro Ybarra


A presença militar estrangeira na RDC segue gerando preocupação. O Burundi enviou 10 mil soldados para apoiar o exército congolês, enquanto a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) posicionou tropas da África do Sul, Malawi e Tanzânia na região. Angola e Quênia lideram negociações de paz, enquanto o Chade avalia enviar reforços a pedido de Kinshasa.

Internamente, o governo de Félix Tshisekedi enfrenta uma crise de legitimidade após eleições polêmicas. Especialistas apontam que a corrupção no exército e a falta de coesão nas forças de segurança contribuíram para o avanço do M23. Por outro lado, comunidades tutsis congolesas denunciam marginalização, agravando tensões étnicas.

Em meio ao caos, o Tribunal Penal Internacional (TPI) anunciou a investigação de violações de direitos humanos por todas as partes envolvidas no conflito. Entre os crimes denunciados estão assassinatos indiscriminados e violência sexual contra civis.

Analistas defendem que a solução para a crise na RDC exige não apenas mediação regional, mas também reformas estruturais internas para combater a corrupção e fortalecer as instituições. "O povo congolês precisa de uma pausa para reconstruir seu país e garantir um futuro melhor para toda a África", resume o analista Kambale Musavuli.

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