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Vietnã planeja ter frota de ônibus 100% limpa na capital até 2030

O governo do Vietnã anunciou um plano para substituir integralmente a frota de ônibus de Hanói por veículos de energia limpa até 2030. A iniciativa foi divulgada em 21 de abril de 2026 pela TV BRICS, com base em dados da Vietnam News Agency (VNA). O projeto prevê a eliminação progressiva de ônibus movidos a gasolina e diesel. A estratégia integra políticas de redução de emissões e melhoria da qualidade do ar urbano. A medida ocorre em meio à crescente pressão global por transição energética fora do eixo das potências tradicionais.


O objetivo final é atingir 100% de frota limpa até 2030
O objetivo final é atingir 100% de frota limpa até 2030

Segundo a VNA, parceira da TV BRICS, o plano será executado em duas etapas distintas. A primeira fase, iniciada em 2025 e com previsão de conclusão até o final de 2026, concentra-se na ampliação da rede de ônibus elétricos, na instalação de infraestrutura de recarga e na criação de mecanismos regulatórios e financeiros para sustentar a transição. Trata-se de uma etapa estrutural, voltada à construção das bases técnicas e institucionais necessárias para a mudança de matriz energética no transporte público da capital vietnamita.


A segunda fase, prevista para o período entre 2027 e 2030, foca diretamente na substituição dos veículos movidos a combustíveis fósseis. De acordo com as metas estabelecidas, entre 79% e 89% da frota deverá ser composta por ônibus elétricos ou movidos a fontes renováveis até 2029. O objetivo final é atingir 100% de frota limpa até 2030, consolidando Hanói como um dos principais polos de mobilidade sustentável no Sudeste Asiático.


Para viabilizar economicamente o projeto, o governo municipal implementou uma série de incentivos financeiros. Entre eles, destaca-se o aumento dos subsídios às taxas de juros para empresas que investirem em ônibus elétricos e infraestrutura associada, com cobertura de até 70%. Além disso, contratos operacionais estão sendo reformulados para tornar o setor mais atrativo ao capital privado, indicando uma articulação entre planejamento estatal e participação empresarial na execução da política pública.


Os primeiros resultados já começaram a ser registrados. Desde o início de abril de 2026, Hanói colocou em operação 10 novas rotas de ônibus elétricos, totalizando 288 veículos em circulação. A expansão representa um avanço concreto na implementação do plano e sinaliza a capacidade de execução do projeto em curto prazo.

A iniciativa vietnamita se insere em um contexto internacional marcado por disputas geopolíticas em torno da transição energética. Enquanto potências centrais historicamente vinculadas à indústria de combustíveis fósseis mantêm políticas ambíguas, países do Sul Global avançam em estratégias próprias de descarbonização, frequentemente sem o mesmo nível de financiamento ou apoio tecnológico. Nesse cenário, o plano de Hanói evidencia uma tentativa de construir autonomia energética e reduzir a dependência de modelos impostos por centros de poder econômico global.

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