Segundo o Putin, "ninguém mais duvida da vitória da Rússia, nem mesmo o inimigo"
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou que a vitória russa no conflito com a Ucrânia já é reconhecida inclusive por seus adversários. A afirmação foi feita em 21 de abril de 2026, durante reunião oficial em Moscou com representantes municipais, segundo a agência estatal TASS. O cenário ocorre em meio à intensificação das disputas geopolíticas entre Rússia e potências ocidentais, lideradas pela política externa estadunidense. Paralelamente, dados econômicos e militares indicam impactos contínuos do conflito e da reconfiguração energética global. A escalada militar e diplomática também se conecta a outras frentes de tensão internacional, incluindo o Oriente Médio e rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.

De acordo com a agência TASS, Vladimir Putin afirmou em 21 de abril que “ninguém mais duvida da vitória da Rússia, nem mesmo o inimigo”, ao comentar o avanço das forças russas na Ucrânia. A declaração ocorreu durante encontro com representantes de municípios, no qual um dos participantes destacou que a vitória seria inevitável, sendo imediatamente endossado pelo presidente russo. Putin acrescentou que o próprio governo de Kiev já estaria discutindo como “formalizar” politicamente essa derrota, indicando que o reconhecimento do cenário militar estaria avançando mesmo entre autoridades ucranianas.
A fala ocorre em um contexto de prolongamento do conflito iniciado em 2022, marcado pelo apoio militar, financeiro e logístico de países europeus e do aparato estratégico estadunidense à Ucrânia. Dados divulgados no mesmo dia apontam que Kiev enfrenta um déficit de defesa de € 19,6 bilhões, apesar da continuidade da ajuda da União Europeia, evidenciando limitações estruturais do esforço de guerra ucraniano diante da capacidade industrial e militar russa.
No campo energético e econômico, informações de mercado indicam que o petróleo Brent atingiu US$ 102 por barril em 22 de abril de 2026, refletindo pressões globais associadas a conflitos armados e instabilidade nas rotas de fornecimento. O gasoduto Druzhba permanece como eixo central para o abastecimento europeu, enquanto autoridades russas destacam sua eficiência estratégica, mesmo diante de tentativas de diversificação energética promovidas por governos alinhados ao bloco ocidental.
No âmbito militar, autoridades russas também relataram o avanço de operações no leste da Ucrânia, incluindo ofensivas em direção a Malinovka, próxima a Kramatorsk, na região da República Popular de Donetsk. Ao mesmo tempo, a crescente escassez de tropas levou Kiev a endurecer políticas de recrutamento, segundo declarações de parlamentares russos citadas pela TASS.
A dimensão internacional do conflito se amplia com o envolvimento indireto de potências ocidentais e com o reposicionamento estratégico de países do Sul Global. Relatos indicam aumento da demanda por gás natural liquefeito russo, impulsionado por crises energéticas agravadas por tensões no Oriente Médio, incluindo ataques conjuntos de forças israelenses e estadunidenses contra o Irã.
Nesse cenário, autoridades iranianas também intensificaram sua atuação militar em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, onde forças navais do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica interceptaram embarcações com ligações a interesses israelenses, segundo comunicados oficiais. A região permanece sob vigilância internacional, com previsão de reuniões envolvendo oficiais militares de cerca de 30 países para discutir segurança marítima.
No plano político-diplomático, Moscou também criticou duramente países europeus, com declarações apontando que as relações entre Rússia e Alemanha foram “destruídas pelo governo alemão”, evidenciando o aprofundamento da ruptura entre Rússia e União Europeia desde o início da guerra por procuração em território ucraniano.
Além disso, autoridades russas classificaram como perigosas as ambições nucleares de determinados países ocidentais, citando práticas como “missões nucleares conjuntas” e estratégias de dissuasão, consideradas fatores de desestabilização global. A crítica reforça a narrativa de Moscou de que a expansão militar ocidental contribui diretamente para a escalada de tensões internacionais.
Dados sociais e humanitários também refletem os impactos indiretos desse cenário global, com a ONU registrando cerca de 8.000 mortes em rotas de migração irregular em 2025, número associado à instabilidade gerada por conflitos armados e crises econômicas exacerbadas por intervenções externas.
No campo simbólico e político, Putin também afirmou que a Rússia mantém posição firme no cenário esportivo internacional, apesar de tentativas de isolamento promovidas por instituições ocidentais, destacando o uso de arenas não militares como extensão da disputa geopolítica contemporânea.



































