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China apoia posição de Brasil, México e Espanha e pede fim do bloqueio a Cuba

A China reforçou em 21 de abril de 2026 a exigência pelo fim do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba. O posicionamento apoia uma declaração conjunta de Brasil, México e Espanha divulgada em 18 de abril sobre a crise no país caribenho. Pequim classificou as sanções como coerção que agrava a situação humanitária da população cubana. O governo chinês também anunciou continuidade da cooperação econômica e energética com Havana. A iniciativa amplia o isolamento internacional da política externa estadunidense na região.


Lula e Xi Jinping buscam articulação internacional contra o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, em meio à crise energética no país caribenho  | Crédito Tingshu WangAFP
Lula e Xi Jinping buscam articulação internacional contra o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, em meio à crise energética no país caribenho | Crédito Tingshu WangAFP

Segundo o Brasil de Fato, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou em Pequim que Washington deve rever imediatamente sua política de sanções contra Cuba. “O governo dos EUA precisa ouvir essa voz justa e encerrar imediatamente o bloqueio, as sanções e qualquer forma de coerção e pressão contra Cuba”, declarou o diplomata em 21 de abril de 2026. A fala ocorre após a divulgação, em 18 de abril, de uma declaração conjunta assinada por Brasil, México e Espanha, que expressa preocupação com o agravamento das condições de vida no país caribenho.


O documento dos três países destaca a deterioração socioeconômica em Cuba, marcada por escassez de alimentos, crise energética e dificuldades no abastecimento básico, e defende medidas urgentes para reduzir os impactos sobre a população. A posição converge com críticas históricas ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos desde a década de 1960, amplamente denunciado por Havana como principal fator de asfixia econômica.


Ao reiterar apoio à soberania cubana, a chancelaria chinesa afirmou estar disposta a ampliar a cooperação internacional para enfrentar interferências externas. “A China está pronta para trabalhar com todas as partes para apoiar firmemente Cuba na salvaguarda de sua soberania e segurança nacionais e na oposição à interferência externa”, afirmou Guo Jiakun. A declaração reforça o alinhamento estratégico entre Pequim e Havana em um contexto de disputas geopolíticas e pressões econômicas lideradas por Washington.

No campo prático, a cooperação entre China e Cuba foi intensificada nos últimos meses com envio de ajuda emergencial e investimentos no setor energético. Em janeiro de 2026, Pequim anunciou um pacote de US$ 80 milhões destinado principalmente à recuperação do sistema elétrico cubano, fortemente afetado por apagões recorrentes. Além disso, foram doadas 60 mil toneladas de arroz para mitigar a escassez alimentar enfrentada pela população.


A parceria também inclui o fornecimento de equipamentos fotovoltaicos e kits solares destinados a hospitais, policlínicas e comunidades impactadas por cortes de energia. Com financiamento e tecnologia chinesa, Cuba incorporou mais de 1.000 megawatts de energia solar no último ano e conectou 49 novos parques solares à rede nacional, buscando reduzir a dependência de combustíveis importados e aumentar a resiliência do sistema energético.


Esse avanço na cooperação energética ocorre em meio à crise estrutural agravada pelas sanções econômicas, que limitam o acesso de Cuba a mercados internacionais, crédito e insumos essenciais. O fortalecimento das relações com a China evidencia uma reconfiguração das alianças no Sul Global diante da persistência de medidas coercitivas unilaterais aplicadas pelos Estados Unidos.


A manifestação chinesa se insere em um movimento mais amplo de contestação internacional às sanções, frequentemente criticadas por seus impactos desproporcionais sobre populações civis. Ao apoiar a declaração de Brasil, México e Espanha, Pequim amplia o alcance diplomático da crítica ao bloqueio e reforça a pressão sobre Washington em um momento de crescente isolamento político dessa política no cenário global.

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