Risco de propagação do hantavírus na Europa é considerado baixo afirma Comissão Europeia
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O presidente russo Vladimir Putin anunciou em 12 de maio que o míssil balístico intercontinental Sarmat será colocado em alerta de combate até o fim de 2026. A declaração ocorreu durante uma série de pronunciamentos do governo russo sobre a escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel, Irã e o controle estratégico do Estreito de Ormuz. Moscou também afirmou que o custo da ofensiva militar conduzida por Washington e Israel contra o Irã já se aproxima de US$ 29 bilhões, enquanto a crise energética amplia impactos sobre petróleo, gás e inflação internacional.

Putin informou que o sistema Sarmat passou por novos testes considerados bem-sucedidos pela indústria militar russa. Segundo o presidente russo, o míssil possui alcance de até 35 mil quilômetros e integra o programa de modernização das forças estratégicas iniciado por Moscou após a expansão da OTAN no Leste Europeu e a retirada unilateral dos Estados Unidos de tratados de controle armamentista assinados durante a Guerra Fria.
Durante reunião sobre segurança e defesa, Putin declarou que “o aprimoramento das forças de dissuasão da Rússia não cessou desde os anos 2000”. O anúncio ocorre enquanto governos europeus ligados à OTAN ampliam financiamento militar para Kiev e aprofundam operações conjuntas com forças ucranianas no uso de drones e sistemas de ataque de longo alcance.
A agência estatal russa TASS informou que ex-oficiais do exército ucraniano treinam tropas da OTAN na Letônia para operações com drones. O governo russo considera essas ações parte do envolvimento militar direto da aliança atlântica na guerra da Ucrânia.
Paralelamente, autoridades russas ampliaram críticas contra a política externa estadunidense no Oriente Médio. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que a situação no Estreito de Ormuz demonstra “a importância da proteção da soberania”, em referência à presença naval estadunidense na região e às operações militares conduzidas contra o Irã.
O governo russo também declarou que as perspectivas eleitorais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diminuem em meio ao confronto militar entre Washington e Teerã. A declaração foi divulgada horas após o Pentágono admitir que os custos da operação militar contra o Irã se aproximam de US$ 29 bilhões.
A escalada militar no Golfo Pérsico provocou impactos sobre os mercados globais de energia. O ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos afirmou que o fechamento do Estreito de Ormuz resultou em escassez global equivalente a 1 bilhão de barris de petróleo. O Ministério do Desenvolvimento Econômico da Rússia informou que o preço médio do barril Brent poderá atingir US$ 81 em 2026, enquanto o gás europeu deve alcançar média de US$ 432 por mil metros cúbicos.
Dados divulgados por Moscou também apontam efeitos da crise sobre a economia estadunidense. Autoridades russas afirmaram que a inflação nos Estados Unidos atingiu o maior nível em quase três anos devido ao confronto militar com o Irã e à pressão sobre cadeias globais de energia e transporte marítimo.
No campo diplomático, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, declarou que Estados Unidos e Irã demonstram interesse em encerrar as hostilidades. O embaixador do Paquistão na Rússia também afirmou acreditar que Washington não lançará nova operação militar contra Teerã.
A crise envolvendo o Estreito de Ormuz ampliou tensões entre potências regionais e governos alinhados aos Estados Unidos. Segundo informações citadas pela TASS, o Irã expandiu sua área de controle no estreito enquanto forças militares estadunidenses mantêm operações navais no Golfo.
A Rússia também acusou Washington de tentar assumir controle sobre depósitos de terras raras na Ásia Central. O Ministério das Relações Exteriores russo declarou que os Estados Unidos buscam ampliar influência econômica e militar sobre rotas energéticas e minerais consideradas estratégicas para a indústria tecnológica e militar.
Em outro comunicado divulgado em Moscou, autoridades georgianas admitiram que governos ocidentais pressionaram Tbilisi para abrir uma “segunda frente” contra a Rússia. A informação foi reproduzida pelo Ministério das Relações Exteriores russo em meio à ampliação das disputas entre Moscou e países da OTAN.
A agência estatal TASS publicou as declarações em 12 de maio de 2026 em cobertura sobre defesa russa, crise no Estreito de Ormuz, guerra da Ucrânia e ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã.



































