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Lula reforça apoio a Michele Bachelet para a Secretaria-Geral da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou apoio à candidatura de Michelle Bachelet para a Secretaria-Geral da ONU durante encontro realizado em 11 de maio, em Brasília. A ex-presidenta chilena busca se tornar a primeira mulher latino-americana a dirigir a organização em meio à disputa entre potências com assento permanente no Conselho de Segurança. A movimentação ocorre em um cenário de desgaste da ONU diante do genocídio conduzido por Israel em Gaza e da paralisia diplomática imposta pelos vetos de Estados Unidos, Reino Unido e França em resoluções relacionadas à Palestina.


O presidente Lula recebe a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet. | ©Breno Araújo/Lula Oficial
O presidente Lula recebe a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet. | ©Breno Araújo/Lula Oficial

Lula recebeu Michelle Bachelet na segunda-feira (11) para discutir a candidatura da ex-presidenta chilena ao principal cargo das Nações Unidas. O encontro foi divulgado pelo governo brasileiro após semanas de articulações diplomáticas envolvendo governos latino-americanos favoráveis à reforma da estrutura da ONU e à revisão do funcionamento do Conselho de Segurança.


Além do Brasil, o México também declarou apoio à candidatura de Bachelet. A ex-presidenta do Chile já ocupou os cargos de diretora executiva da ONU Mulheres e alta comissária da ONU para Direitos Humanos, além de ter governado o Chile em dois mandatos.


Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou: “Recebi, nesta segunda (11), a ex-presidenta do Chile Michelle Bachelet para tratar de sua candidatura ao cargo de Secretária-Geral da ONU. Discutimos vários temas da agenda internacional e o papel que uma ONU reformada precisa ter para a promoção da paz e do desenvolvimento sustentável, bem como para o fortalecimento do multilateralismo”.

O presidente brasileiro acrescentou que “sua experiência como chefe de Estado e profunda conhecedora da ONU a credencia a ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização”.


A candidatura de Bachelet perdeu apoio do governo chileno após a eleição de José Antonio Kast para a presidência do Chile. Kast retirou o respaldo oficial concedido anteriormente por Santiago à ex-presidenta, alterando a posição diplomática chilena diante da sucessão na ONU.


António Guterres deixará o cargo de secretário-geral em 31 de dezembro de 2026 após dez anos à frente da organização. Pelo sistema informal de rotatividade geográfica adotado pelas Nações Unidas, a próxima indicação deve partir da América Latina e Caribe.


A disputa reúne quatro nomes. Além de Michelle Bachelet, concorrem Rebeca Grynspan, ex-presidenta da Costa Rica e atual dirigente da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento; Rafael Mariano Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica indicado pela Argentina; e Macky Sall, ex-presidente do Senegal, indicado pelo Burundi.


O processo de escolha exige recomendação de ao menos nove dos quinze integrantes do Conselho de Segurança da ONU. Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França mantêm poder de veto sobre qualquer candidatura apresentada à Assembleia Geral.


A discussão sobre reforma da ONU voltou ao centro das disputas diplomáticas após o bloqueio sucessivo de resoluções relacionadas ao genocídio em Gaza. Países do Sul Global passaram a pressionar pela ampliação do Conselho de Segurança e pela revisão do mecanismo de veto utilizado pelas potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial.


Brasil e México vêm defendendo mudanças na estrutura da organização desde o início dos anos 2000, argumentando que o sistema atual concentra poder decisório em cinco países e impede respostas diplomáticas em crises envolvendo interesses militares e geopolíticos das potências ocidentais e de seus aliados.


A reunião entre Lula e Bachelet ocorreu em meio à ampliação das disputas diplomáticas sobre o papel da ONU diante das operações militares israelenses na Palestina, das sanções unilaterais impostas por governos estadunidenses e europeus e da fragmentação dos mecanismos multilaterais criados após 1945.

A informação foi publicada pelo veículo Brasil de Fato em 11 de maio de 2026.

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