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UNICEF diz que uma criança palestina é morta por semana na Cisjordânia

O Fundo das Nações Unidas para a Infância informou em 12 de maio que ao menos 70 crianças palestinas foram mortas na Cisjordânia ocupada desde janeiro de 2025. O levantamento aponta média de uma criança palestina assassinada por semana em operações militares israelenses e ações conduzidas em Jerusalém Oriental ocupada. A declaração foi apresentada em Genebra enquanto Israel amplia incursões militares na Cisjordânia paralelamente ao genocídio contra a população palestina em Gaza, sustentado por apoio diplomático e militar estadunidense.


Entre janeiro de 2025 e hoje, pelo menos uma criança palestiniana foi morta, em média, todas as semanas na Cisjordânia ocupada
Entre janeiro de 2025 e hoje, pelo menos uma criança palestiniana foi morta, em média, todas as semanas na Cisjordânia ocupada

O porta-voz da UNICEF, James Elder, apresentou os dados durante coletiva de imprensa realizada na Suíça. Segundo Elder, “as crianças estão a pagar um preço intolerável devido à escalada das operações militares e dos ataques em toda a Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental”.


O representante da agência das Nações Unidas acrescentou que “entre janeiro de 2025 e hoje, pelo menos uma criança palestiniana foi morta, em média, todas as semanas na Cisjordânia ocupada, incluindo em Jerusalém, controlada por Israel”.


Os números divulgados pela UNICEF foram apresentados em meio à continuidade das operações militares israelenses em cidades, campos de refugiados e áreas urbanas da Cisjordânia ocupada. Desde o início do genocídio em Gaza, tropas israelenses ampliaram incursões em Jenin, Nablus, Tulkarem, Ramallah e Jerusalém Oriental, utilizando bloqueios militares, detenções em massa e ataques armados contra civis palestinos.


Israel justifica parte dessas operações alegando combate a grupos armados palestinos e ações contra pessoas acusadas de lançar pedras contra veículos israelenses. Autoridades militares israelenses classificam adolescentes palestinos envolvidos nesses episódios como ameaça à segurança de colonos e motoristas israelenses.


As declarações da UNICEF ocorreram após meses de denúncias sobre o aumento de mortes de menores palestinos em operações conduzidas por forças israelenses na Cisjordânia. Organizações palestinas de direitos humanos e entidades internacionais vêm registrando crescimento de prisões de adolescentes, disparos contra civis e ações militares em áreas residenciais ocupadas por Israel desde 1967.

A expansão das operações militares na Cisjordânia ocorre paralelamente ao avanço de assentamentos israelenses em territórios palestinos ocupados. Governos estadunidenses mantêm apoio militar e diplomático a Israel enquanto o Conselho de Segurança da ONU permanece bloqueado por vetos relacionados a resoluções sobre Palestina e Gaza.


Nos últimos meses, colonos israelenses intensificaram ataques contra comunidades palestinas na Cisjordânia, incluindo incêndios de propriedades, destruição de plantações e agressões físicas. Relatórios apresentados por entidades de direitos humanos registram operações conjuntas entre colonos armados e unidades militares israelenses em áreas palestinas ocupadas.


A declaração da UNICEF foi publicada pela agência portuguesa Lusa em 12 de maio de 2026 e reproduzida pelo portal Notícias ao Minuto.

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