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Rússia acusa EUA de agressão armada contra a Venezuela e pede diálogo para evitar escalada

O governo da Rússia condenou neste sábado (3) os ataques realizados pelos Estados Unidos contra a Venezuela, classificando a ação como um “ato de agressão armada”. Moscou afirmou que as justificativas apresentadas por Washington são insustentáveis, pediu a contenção do conflito e defendeu uma solução diplomática, após bombardeios em várias regiões venezuelanas e o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a suposta captura de Nicolás Maduro.


@Telesur
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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgou um comunicado no qual expressa “profunda preocupação e condenação” às operações militares conduzidas pelos Estados Unidos durante a madrugada. Segundo a chancelaria russa, os argumentos utilizados para legitimar a ofensiva não se sustentam e aumentam o risco de uma escalada regional.


Moscou afirmou que, diante do atual cenário, a prioridade deve ser evitar o agravamento do conflito e buscar uma saída política por meio do diálogo. A diplomacia russa declarou estar disposta a apoiar iniciativas que promovam negociações entre as partes envolvidas, ressaltando que divergências devem ser resolvidas por vias diplomáticas.


No texto, o governo russo também destacou que a América Latina deve permanecer como uma “zona de paz”, conforme proclamado em 2014, e defendeu o direito da Venezuela de definir seu próprio futuro sem interferência externa, especialmente de natureza militar. A nota reforça o apoio de Moscou ao que chama de soberania e interesses nacionais venezuelanos.


A chancelaria russa informou ainda que mantém solidariedade ao povo venezuelano e apoio à liderança bolivariana do país. Moscou declarou respaldo ao pedido das autoridades da Venezuela e de governos latino-americanos para a convocação urgente de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas para tratar da crise.


De acordo com o ministério, a Embaixada da Rússia em Caracas segue em funcionamento, levando em conta a situação de segurança, e mantém contato permanente com autoridades locais e cidadãos russos que estão no país.


Na madrugada deste sábado, uma série de bombardeios atingiu Caracas e outras três regiões venezuelanas. O governo da Venezuela divulgou um comunicado oficial no qual rejeita o que classificou como “grave agressão militar” promovida pelo atual governo dos Estados Unidos contra o território e a população do país.


Segundo as autoridades venezuelanas, os ataques atingiram bases militares, áreas urbanas, a sede do Poder Legislativo, aeroportos e parte da infraestrutura elétrica nacional, provocando impacto em serviços essenciais.


Em sua primeira manifestação pública após os relatos dos ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país realizou com sucesso uma ofensiva militar de grande escala na Venezuela. Ele declarou ainda que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa teriam sido capturados e retirados do país.


A vice-presidenta da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou a informação sobre a captura, mas exigiu a apresentação de provas de vida de Maduro e de sua esposa. Trump anunciou que fará uma coletiva de imprensa às 11h do horário local, equivalente às 13h em Brasília, para comentar oficialmente a operação militar.

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