Trump reconhece troca de farpas tensa com Netanyahu sobre o Líbano
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou ter mantido uma conversa tensa com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Pod Force One, do New York Post, em meio à continuidade das operações militares israelenses no Líbano e à escalada envolvendo o Irã. Trump também afirmou que a decisão de iniciar a ofensiva contra o Irã partiu diretamente da Casa Branca e rejeitou alegações de que teria sido influenciado por Netanyahu.

Durante a entrevista, Trump reconheceu ter manifestado insatisfação com a continuidade dos ataques israelenses no território libanês. Questionado sobre relatos de uma troca de palavras dura com Netanyahu, respondeu: “Sim, eu fiz isso”.
O presidente estadunidense procurou minimizar o episódio, mas confirmou divergências sobre a condução das operações militares. “Eu não diria que estava com raiva. Eu estava um pouco incomodado com as constantes brigas dele com o Líbano, sabe?”, declarou.
Ao comentar as negociações relacionadas ao programa nuclear iraniano, Trump afirmou que o ponto central das conversas continua sendo impedir que Teerã possua armamento nuclear. Segundo ele, o governo iraniano teria aceitado essa condição. “Não podemos deixar que eles tenham uma arma nuclear, e eles já concordaram que não vão ter uma arma nuclear. Esse era o ponto principal”, afirmou.
Trump também rejeitou a avaliação de que o Irã esteja em posição favorável no confronto em curso. Durante a entrevista, descreveu um quadro de fragilidade militar e econômica do país. “O Irã não tem marinha. Não tem força aérea. Tem muito poucos soldados. Não tem liderança, nenhuma liderança”, em seguida, acrescentou: “A economia deles está em colapso. A inflação está em 250%. Eles têm tudo de ruim que se possa imaginar”.
Questionado sobre a situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e mercadorias, Trump afirmou acreditar que qualquer bloqueio será resolvido em curto prazo. O presidente também declarou que as forças estadunidenses estariam obtendo resultados militares contra o Irã. “Acho que isso se resolverá rapidamente”, afirmou. “Estamos tendo um grande sucesso militar no Irã.”
A entrevista também abordou a participação do Líder Mojtaba Khamenei nas negociações entre Washington e Teerã. Trump confirmou que ele participa do processo decisório e indicou a possibilidade de um encontro futuro. “Ele está envolvido, com certeza”, declarou.
Trump afirmou ainda que Mojtaba Khamenei exerce papel de aprovação política nas negociações e associou essa posição à continuidade da liderança familiar no sistema político iraniano. “Dizem que ele está dando a aprovação porque é assim que tem sido há muito, muito tempo. Primeiro o pai dele e depois ele, acho que é uma sucessão. Mas parece que estamos nos dando muito bem. Provavelmente nos encontraremos em algum momento, dependendo de como tudo se desenrolar.”
Um dos trechos mais relevantes da entrevista ocorreu quando Trump rejeitou a narrativa de que Netanyahu teria conduzido os Estados Unidos para o confronto com o Irã. O presidente afirmou que a decisão partiu exclusivamente de sua administração. “Ele me enganou? Eu que comecei tudo”, declarou.
Trump voltou a justificar a ofensiva com base na questão nuclear iraniana. “Não podemos deixar que eles tenham uma arma nuclear”, afirmou.
Ao responder críticas internas, o presidente atacou integrantes do Partido Democrata e atribuiu a eles as acusações de que teria sido manipulado pelo governo israelense. “São apenas os democratas burros. São pessoas que não sabem o que estão fazendo”, declarou.
Trump também relacionou sua posição atual às decisões adotadas durante seu primeiro mandato presidencial. Segundo ele, sua oposição ao programa nuclear iraniano antecede os acontecimentos recentes e remonta à retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo nuclear firmado em 2015 durante o governo de Barack Obama.
Ao encerrar o tema, o presidente reiterou que considera Israel diretamente beneficiado por sua política contra o Irã e fez uma declaração sobre o papel de Washington na sustentação do Estado israelense.
“Isso se aplica a Israel porque eles provavelmente teriam sido os primeiros a serem atingidos. Vou te dizer uma coisa, se não fosse por mim, não haveria Israel agora.”



































