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Trump afirma que republicanos devem “assumir o controle da votação” e acena para intervenção federal em eleições estaduais

Dias após o FBI apreender 700 urnas e registros eleitorais da eleição de 2020 no condado de Fulton, na Geórgia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu que republicanos “assumam o controle da votação” em ao menos 15 locais. A declaração foi feita em 28 de janeiro de 2026, em entrevista ao programa de rádio do comentarista conservador Dan Bongino. A operação federal ocorreu seis anos depois do pleito, apesar de três auditorias anteriores terem confirmado os resultados. Trump vinculou a ação a uma suposta correção de derrotas eleitorais, sem apresentar provas.


Donald Trump
Donald Trump
No programa, Trump afirmou que “os republicanos deveriam nacionalizar a votação” e sugeriu que a apreensão judicial das cédulas na Geórgia revelaria “coisas interessantes”, segundo transcrição publicada pela Mother Jones. A fala indica uma estratégia explícita de centralização do controle eleitoral, rompendo com a autonomia constitucional de estados e condados e normalizando a intervenção federal como instrumento partidário.

A apreensão foi realizada pelo FBI no centro de distribuição eleitoral do condado de Fulton, em Union City, próximo a Atlanta, em 28 de janeiro de 2026, conforme registro fotográfico da Associated Press (Mike Stewart/AP). As urnas e documentos referem-se à eleição geral de 2020, já auditada três vezes, o que levanta questionamentos sobre a motivação e o timing da investigação criminal aberta agora.


O New York Times informou que a Diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, esteve envolvida na operação e telefonou a Trump, colocando-o em viva-voz com agentes do FBI durante a ação. A participação contraria restrições legais que vedam o envolvimento da chefia de inteligência em operações policiais domésticas, aprofundando a erosão de normas institucionais e a politização de órgãos federais.


Ao tornar público o plano que vinha sendo articulado nos bastidores, Trump confirma a intenção de usar o aparato estatal para influenciar administrações eleitorais locais e estaduais antes das eleições de meio de mandato. O movimento se insere em um padrão histórico de intervencionismo estadunidense sobre instituições democráticas quando resultados eleitorais ameaçam a permanência no poder.

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