top of page
  • LOGO CLD_00000

Turquia critica a aprovação de Israel de novos assentamentos ilegais na Cisjordânia

A Turquia condenou a decisão de Israel de autorizar a construção de 2.162 novas unidades habitacionais em assentamentos na Cisjordânia ocupada. Em comunicado divulgado na quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores turco afirmou que a medida compromete iniciativas voltadas para uma solução política baseada em dois Estados. Ancara também pediu atuação da comunidade internacional diante da ampliação dos assentamentos em territórios palestinos ocupados.


Visita guiada de colonos israelenses ilegais em Hebron, na Cisjordânia ocupada, no mês passado. / Foto: Reuters.
Visita guiada de colonos israelenses ilegais em Hebron, na Cisjordânia ocupada, no mês passado. / Foto: Reuters.

O governo turco declarou que a administração do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu continua adotando políticas que, segundo Ancara, enfraquecem as bases da solução de dois Estados. O comunicado acusa Israel de ampliar atividades de ocupação territorial e de incentivar ações de colonos israelenses na Cisjordânia ocupada.


“Não se deve permitir que as políticas de ocupação e anexação de Israel agravem ainda mais as tensões regionais e aprofundem a fragilidade no terreno”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Turquia.

A nota também solicitou que a comunidade internacional cumpra suas “responsabilidades legais e morais” para impedir violações dos direitos do povo palestino.


A manifestação ocorreu após o Conselho Superior de Planejamento de Israel aprovar a construção de novas moradias em diversos assentamentos localizados na Cisjordânia ocupada. Segundo os planos divulgados, 1.006 unidades serão construídas no assentamento de Gevaot, situado no bloco de Gush Etzion, ao sul de Belém. Outras 922 unidades foram aprovadas para Har Brakha, ao sul de Nablus, enquanto 234 unidades serão erguidas em Kiryat Arba, assentamento estabelecido em terras pertencentes à região de Hebron.


Autoridades palestinas consideram os novos projetos parte de uma política voltada à ampliação dos assentamentos, à incorporação de terras palestinas e à consolidação de mudanças territoriais permanentes na Cisjordânia ocupada.


Na quarta-feira, a Autoridade Palestina classificou a decisão israelense como um “desafio flagrante ao direito internacional e às resoluções da ONU”. O órgão citou a Resolução 2334 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovada em 2016, que considera os assentamentos israelenses ilegais nos territórios palestinos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental.


A Autoridade Palestina também responsabilizou as autoridades israelenses pelas consequências decorrentes da expansão dos assentamentos e advertiu que a continuidade dessas políticas poderá provocar novos episódios de violência na região.


O órgão palestino pediu ainda intervenção da administração estadunidense para impedir a implementação das medidas anunciadas por Israel. Segundo o comunicado, Washington deveria agir caso pretenda contribuir para a estabilidade regional e internacional.


Desde o retorno de Benjamin Netanyahu ao poder no final de 2022, o governo israelense tem defendido a ampliação dos assentamentos na Cisjordânia ocupada. Estimativas indicam que mais de 750 mil israelenses residem atualmente na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental.


Em julho de 2024, a Corte Internacional de Justiça divulgou parecer afirmando que a ocupação israelense dos territórios palestinos é ilegal segundo o direito internacional. A corte também defendeu a retirada dos assentamentos estabelecidos na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental.

apoie a ampliação do nosso trabalho

Valoriza o que estamos fazendo? Considere apoiar a ampliação do nosso trabalho com uma contribuição.

Frequência

1 vez

Mensal

Anual

Valor

R$ 10

R$ 20

R$ 30

R$ 40

R$ 50

R$ 100

R$ 200

Outro

editora
clandestino

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

MAIS VENDIDOS

bottom of page