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União Europeia alerta para escalada da violência no Sudão do Sul

A União Europeia manifestou preocupação com o agravamento do cenário de segurança no Sudão do Sul, especialmente no estado de Jonglei, e alertou que a retomada da violência ameaça diretamente a paz e a estabilidade do país. O bloco pediu às partes envolvidas que cumpram integralmente o acordo de paz revitalizado assinado em 2018 e defendam um cessar-fogo imediato.



©THE NEW YORKER
©THE NEW YORKER

A União Europeia (UE) afirmou, em comunicado divulgado em Bruxelas, que a recente intensificação dos confrontos no Sudão do Sul representa um risco significativo para a estabilidade nacional e regional. Segundo o bloco, apenas um cessar-fogo imediato pode criar as condições necessárias para a paz duradoura no país africano


A declaração, emitida pelo porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa, condenou todas as formas de retórica inflamatória que incentivem a violência contra civis. A UE ressaltou que continuará a trabalhar com a comunidade internacional para garantir a responsabilização de autores de violações e abusos.


O comunicado destacou ainda que a União Europeia tem investido de forma consistente nos esforços de pacificação do Sudão do Sul, incluindo o apoio à Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) e às instituições criadas no âmbito do acordo de paz de 2018. Além disso, lembrou que milhões de sul-sudaneses já receberam assistência humanitária financiada pelo bloco.


Apesar desses esforços, a UE demonstrou profunda preocupação com o aumento do número de pessoas deslocadas internamente e com a restrição de acesso à ajuda humanitária essencial em razão da retomada dos conflitos. O bloco apelou para a entrega irrestrita de assistência, o respeito ao direito internacional humanitário e a proteção de trabalhadores e instalações humanitárias.


No terreno, foram relatados novos confrontos em diversas regiões entre forças governamentais e o Exército Popular de Libertação do Sudão – Oposição, ambos signatários do Acordo de Paz Revitalizado. Os episódios teriam se intensificado após a tomada de uma cidade considerada estratégica pela oposição, acompanhada de apelos por um avanço em direção à capital, Juba.


Sudão do Sul ©UN NEWS
Sudão do Sul ©UN NEWS

Diante do agravamento da situação, o ministro da Informação do Sudão do Sul, Ateny Wek Ateny, pediu em 27 de janeiro o fim imediato das hostilidades e o cumprimento do acordo de paz. Segundo ele, ações que enfraquecem o processo de reconciliação colocam em risco a estabilidade do país.


Ateny afirmou ainda que as operações de segurança em andamento têm como objetivo a proteção da população civil e garantiu a continuidade da cooperação com a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), considerada fundamental para a manutenção da segurança e o apoio aos civis afetados pelo conflito.

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