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UE apelou a Israel para que permita o acesso seguro e irrestrito de meios de comunicação estrangeiros independentes à Faixa de Gaza

A União Europeia apelou a Israel, em 2 de fevereiro de 2026, para que permita o acesso seguro e irrestrito de meios de comunicação estrangeiros independentes à Faixa de Gaza. A declaração foi feita pela Representante Especial da UE para Direitos Humanos, Kajsa Ollongren, após a extensão da proibição imposta a jornalistas estrangeiros desde outubro de 2023. O bloqueio informativo ocorre em meio ao genocídio contra a população palestina, acompanhado de ataques sistemáticos a profissionais da imprensa. Israel confirmou ao Supremo Tribunal, em 27 de janeiro, que não autorizará a entrada de jornalistas mesmo em caso de reabertura da passagem de Rafah.


Jornalista assassinado na Faixa de Gaza. arquivo. ©Ashraf Amra I Anadolu via Getty Images
Jornalista assassinado na Faixa de Gaza. arquivo. ©Ashraf Amra I Anadolu via Getty Images

Ollongren afirmou, em publicação na plataforma X, empresa sediada nos Estados Unidos, que é obrigação de Israel garantir “acesso seguro e livre à Faixa de Gaza para a imprensa estrangeira independente”. A representante europeia destacou que a cobertura jornalística em primeira mão é essencial para a precisão das informações e para a transparência pública, especialmente em um cenário no qual dezenas de jornalistas palestinos foram mortos desde outubro de 2023.


A proibição de entrada de repórteres estrangeiros foi imposta no início do genocídio e vem sendo reiterada pelo governo israelense como política oficial. Em comunicação formal ao Supremo Tribunal israelense, o Estado declarou que a restrição permanecerá válida “independentemente da situação da passagem de Rafah”, consolidando o cerco informativo como instrumento de guerra política e narrativa.

Organizações internacionais de imprensa e direitos humanos vêm denunciando que o bloqueio impede a verificação independente de crimes cometidos em Gaza e transfere o controle da informação quase exclusivamente para fontes militares israelenses e comunicados oficiais. A ausência de observadores externos favorece a normalização da destruição sistemática da infraestrutura civil e do extermínio em massa, sob o manto da opacidade institucional.


O apelo da União Europeia, embora tardio e limitado a declarações públicas, reconhece implicitamente que o genocídio em curso também se sustenta pela censura e pela exclusão deliberada do olhar internacional.

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