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Venezuela cria comissão de alto nível e anuncia mobilização internacional pela libertação de Nicolás Maduro

O governo da Venezuela anunciou a criação de uma Comissão de Alto Nível para atuar pela libertação do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. A decisão foi divulgada após reunião do Conselho de Ministros, que também apresentou um balanço positivo de 2025, com avanços políticos, sociais e econômicos, segundo autoridades venezuelanas.


@CBN
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A criação da Comissão de Alto Nível para a libertação do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores foi anunciada pelo vice-presidente setorial de Comunicação e Cultura, Freddy Ñáñez, ao apresentar o balanço da reunião do Conselho de Ministros, presidida pela presidente interina Delcy Rodríguez, na madrugada de 5 de janeiro de 2026.


De acordo com o governo, a comissão será presidida pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e contará com a participação do ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, de Camilla Fabri e do próprio Freddy Ñáñez. O objetivo declarado é coordenar ações políticas e diplomáticas relacionadas ao que o Executivo venezuelano classifica como violação da imunidade do chefe de Estado e da primeira-dama.


Durante a mesma reunião, o governo anunciou ainda a criação da Comissão Geral de Estado-Maior Agroalimentar, Industrial e Comunal, responsável por fortalecer a soberania alimentar e os projetos de abastecimento do país. Segundo Ñáñez, a iniciativa busca integrar produção, indústria e organização comunitária como eixos estratégicos.


No balanço de 2025, o vice-presidente afirmou que o ano terminou “em alta”, com metas alcançadas e projetos concluídos. No campo político, destacou o que chamou de amplo consenso nacional, atribuído à realização de quatro Consultas Populares e à consolidação de um modelo de democracia comunitária e direta.


Na área social, Ñáñez ressaltou o método 1x10 de Boa Governança, que teria alcançado 88% de eficácia no atendimento às demandas da população até 31 de dezembro de 2025. Segundo o governo, a articulação com mais de 5.300 circuitos comunitários resultou na conclusão de cerca de 40 mil obras ao longo do ano.


Em relação à economia, o governo informou que o abastecimento interno chegou a aproximadamente 99,5% durante o período natalino. Ñáñez afirmou ainda que a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) projeta crescimento de 6% para a Venezuela, número que o Executivo considera conservador. Outro destaque foi o aumento superior a 66% das exportações não petrolíferas, apontado como sinal de transição para uma economia produtiva e menos dependente do petróleo.


Para 2026, o governo indicou três prioridades: ampliar o modelo de democracia comunitária, acelerar a restauração do Estado de bem-estar social bolivariano e fortalecer a produtividade nacional com foco territorial e setorial.


Por fim, Ñáñez afirmou que manifestações ocorreram em países da Europa, América Latina, Ásia e também nos Estados Unidos, em apoio à libertação de Nicolás Maduro e Cilia Flores. Segundo ele, países membros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) teriam condenado o que classificam como violação da imunidade presidencial.

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