“Violações, ameaças e bloqueios impedem negociações genuínas”, afirma o presidente iraniano Masoud Pezeshkian
- www.jornalclandestino.org

- 23 de abr.
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O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o Irã mantém abertura ao diálogo, mas acusa os Estados Unidos de inviabilizarem negociações genuínas. Ele apontou o descumprimento de compromissos, o bloqueio naval e as ameaças militares como pilares da política estadunidense contra Teerã. As declarações foram publicadas na rede X nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026. O governo iraniano sustenta que há contradições entre o discurso diplomático e as ações de Washington. O episódio ocorre em meio à continuidade das tensões militares e diplomáticas na Ásia Ocidental.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou nesta quarta-feira que a República Islâmica “sempre acolheu o diálogo e o acordo e continua a fazê-lo”, ao mesmo tempo em que denunciou o que classificou como práticas sistemáticas de violação de compromissos por parte dos Estados Unidos. Em publicação na plataforma X, ele afirmou que “o descumprimento de compromissos, o bloqueio e as ameaças são os principais obstáculos a negociações genuínas”, acrescentando que “o mundo vê sua retórica hipócrita interminável e a contradição entre suas alegações e ações”.
As declarações ocorrem em um contexto de forte escalada regional relatado pela imprensa iraniana, segundo a qual os Estados Unidos e Israel teriam lançado uma guerra de agressão considerada ilegal em 28 de fevereiro de 2026 contra o Irã, atingindo instalações militares e infraestrutura civil, incluindo escolas, hospitais e pontes, além do que é descrito como o martírio de Khamenei. De acordo com essas informações, o Irã respondeu com uma série de 100 ondas de ataques no âmbito da Operação Promessa Verdadeira 4, antes de aceitar um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão.
Mesmo após o cessar-fogo, Washington manteve o bloqueio naval a portos iranianos, medida que Teerã considera uma violação do direito internacional e da trégua estabelecida. O governo iraniano sustenta que o bloqueio tem impactos diretos sobre rotas comerciais e acesso a suprimentos, enquanto acusa os Estados Unidos de utilizarem a pressão econômica e militar como instrumentos de coerção política.
Autoridades iranianas também relataram que os Estados Unidos emitiram novas ameaças de ação militar e mantiveram posições contraditórias sobre o compromisso com a diplomacia. Paralelamente, representantes de Teerã afirmaram que ainda não há decisão sobre participação em uma segunda rodada de negociações prevista para Islamabad, citando violações do cessar-fogo, incluindo a manutenção do bloqueio naval.
O governo iraniano reiterou que o bloqueio aos portos é considerado ilegal sob o direito internacional e parte de uma estratégia mais ampla de pressão exercida pelos Estados Unidos na região, enquanto o site da Press TV destacou que as ações estadunidenses são vistas por Teerã como continuidade de uma política de intervencionismo militar e econômico na Ásia Ocidental.



































