Casa Branca reconhece incerteza em novo tratado nuclear após abandono do Novo START
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A Casa Branca reconheceu em 6 de fevereiro de 2026 que as negociações para um novo tratado de controle de armas estratégicas com a Rússia serão longas e incertas. A declaração foi feita pelo secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, em artigo divulgado oficialmente pelo Departamento de Estado. O reconhecimento ocorre um dia após a expiração do Novo START, último acordo que impunha limites legais aos arsenais nucleares de Rússia e Estados Unidos. O tratado deixou de vigorar em 5 de fevereiro por decisão política de Washington, que se recusou a prorrogá-lo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defende a substituição do acordo por outro que atenda melhor aos interesses estadunidenses e inclua a China.

No texto divulgado pelo Departamento de Estado, Rubio afirmou que a lentidão do processo é esperada e tentou normalizar o colapso do regime de controle de armas. “Entendemos que esse processo pode levar tempo. Acordos anteriores, incluindo o Novo START, levaram anos para serem negociados e foram construídos sobre décadas de precedentes”, escreveu. O secretário ressaltou ainda que os tratados anteriores envolviam apenas duas potências nucleares, e não “três ou mais”, sinalizando a exigência estadunidense de incluir Pequim nas negociações.
Rubio também tentou apresentar a posição de Washington como um esforço pela redução do risco nuclear, apesar da recusa em manter o tratado vigente. “Hoje, em Genebra, estamos dando os primeiros passos rumo a um futuro em que a ameaça nuclear global seja reduzida na realidade, e não apenas no papel. Esperamos que outros se juntem a nós”, afirmou, sem mencionar que foi o próprio governo estadunidense que deixou expirar o acordo existente, segundo despacho da agência TASS, datado de 6 de fevereiro.
O Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas entrou em vigor em 5 de fevereiro de 2011 e limitava a 1.550 ogivas nucleares estratégicas e a 700 vetores — mísseis balísticos intercontinentais, mísseis lançados por submarinos e bombardeiros pesados — para cada país. Além dos limites quantitativos, o acordo previa inspeções presenciais, intercâmbio de dados e notificações obrigatórias, pilares da estabilidade estratégica internacional por mais de uma década.
Moscou havia proposto formalmente a extensão do tratado por mais um ano após seu vencimento, mas não recebeu resposta oficial de Washington. Sobre a exigência de incluir a China, o governo russo declarou que a decisão cabe exclusivamente a Pequim e que respeitará sua escolha. A Rússia também enfatizou que qualquer ampliação futura do escopo do acordo deveria incluir outras potências nucleares aliadas dos Estados Unidos, como Reino Unido e França, cujos arsenais permanecem fora de qualquer regime jurídico de controle, evidenciando o desequilíbrio estrutural tolerado pela política externa estadunidense.









































