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A China reafirma sua disposição de cooperar com a África para conter o Ebola

A China anunciou a continuidade e a ampliação do apoio sanitário aos países africanos afetados pelo Ebola. A posição foi apresentada em 17 de junho pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, em meio ao avanço dos casos registrados na República Democrática do Congo e em Uganda. Pequim também defendeu maior coordenação internacional para fortalecer as ações de contenção da doença no continente africano.


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Dados apresentados durante a coletiva indicam que o atual surto de Ebola contabiliza 837 casos confirmados na República Democrática do Congo, incluindo 196 mortes. Em Uganda, foram registrados 19 casos de infecção e duas mortes associadas à doença.


Ao comentar a resposta chinesa à emergência sanitária, Lin Jian afirmou que a proposta apresentada pelo presidente Xi Jinping para a construção de uma "comunidade de saúde para a humanidade" continua orientando a cooperação internacional chinesa no enfrentamento de epidemias e crises sanitárias.


Segundo o porta-voz, a China já forneceu assistência humanitária de emergência à República Democrática do Congo e à União Africana, além de enviar equipes médicas para colaborar com ações de prevenção, monitoramento e resposta ao surto.


Lin destacou que profissionais de saúde chineses atuam há anos em cooperação com países africanos. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da China, quase mil trabalhadores da área da saúde participaram de iniciativas voltadas ao combate de epidemias e ao fortalecimento dos sistemas sanitários locais em diferentes regiões do continente.


Durante a coletiva, o representante chinês declarou que Pequim continuará fornecendo apoio técnico e material dentro dos programas de cooperação existentes entre a China e os países africanos.


Lin afirmou que esse suporte será mantido por meio da Parceria de Saúde China-África, desenvolvida no âmbito do Fórum de Cooperação China-África, mecanismo criado em 2000 para promover projetos conjuntos nas áreas de infraestrutura, comércio, desenvolvimento econômico e saúde pública.


O porta-voz também solicitou maior envolvimento da comunidade internacional no enfrentamento da emergência sanitária. Segundo ele, os países e organizações internacionais devem ampliar mecanismos de coordenação e solidariedade com os Estados africanos afetados pelo surto para acelerar as medidas de controle da doença.


As declarações foram feitas um dia após a realização de uma cúpula virtual da União Africana dedicada à resposta ao Ebola. Durante o encontro, representantes chineses reafirmaram a disposição de manter e expandir a cooperação bilateral com países africanos para apoiar ações relacionadas ao monitoramento epidemiológico, assistência médica e contenção da transmissão do vírus.


A cooperação sanitária entre China e África integra uma estratégia desenvolvida ao longo das últimas décadas por meio do Fórum de Cooperação China-África, instrumento que tem servido como plataforma para acordos envolvendo financiamento, infraestrutura, saúde pública e transferência de conhecimento técnico entre Pequim e governos africanos.

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