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Agência Espacial Iraniana inicia a fase final de testes de três satélites

A Agência Espacial Iraniana anunciou em 15 de maio a fase final de testes dos satélites Pars-1, Pars-2 e Rad-1. O anúncio ocorre após ataques dos regimes estadunidense e israelense contra centros civis e científicos iranianos durante os 40 dias de agressão iniciados em 28 de fevereiro. Teerã afirma que os bombardeios contra instalações espaciais configuram “terrorismo de Estado” e ampliou investimentos em infraestrutura espacial nacional.


A Agência Espacial Iraniana inicia a fase final de testes de três satélites
A Agência Espacial Iraniana inicia a fase final de testes de três satélites
O diretor da Agência Espacial Iraniana (ISA), Hasan Salariye, declarou que os satélites Pars-1, Pars-2 e Rad-1 passam pelos últimos testes antes do lançamento. Os equipamentos incluem sistemas de radar atualizados e integram projetos desenvolvidos pela indústria aeroespacial iraniana em meio à pressão econômica, militar e tecnológica conduzida por Washington e aliados contra o país persa.

Durante visita do primeiro vice-presidente iraniano Mohammad Reza Aref às instalações da agência espacial, Salariye afirmou que “a indústria espacial é nacional, baseada no conhecimento e depende da experiência dos jovens e das elites iranianas”. Segundo ele, o setor obteve “resultados valiosos” com apoio do governo iraniano e do Ministério das Comunicações e Tecnologia da Informação.


O dirigente da ISA detalhou os seis setores estruturais do programa espacial iraniano: construção de satélites, desenvolvimento de veículos lançadores, bases de lançamento, centros de controle orbital, estações terrestres de recepção e processamento de dados. Ele informou que cinco desses segmentos permanecem sob responsabilidade do Ministério das Comunicações, enquanto os veículos lançadores são administrados pelo setor de Defesa do Irã.


Salariye citou projetos concluídos nos últimos meses, incluindo os satélites Chamran, Kosar-1, Hodhod, Fajr, Navak, Nahid-2, Zafar-2, Paya e Kowar-2. Também mencionou o modelo experimental da constelação Shahid Soleimani, apresentada em homenagem ao tenente-general Qasem Soleimani, assassinado pelos Estados Unidos em janeiro de 2020 em Bagdá, durante operação ordenada pelo governo estadunidense.


Segundo a ISA, as versões atualizadas dos satélites Pars-1 e Pars-2 foram concluídas junto ao satélite radar Rad-1. “Estão atualmente nos estágios finais de testes”, declarou Salariye.


O programa espacial iraniano inclui ainda o satélite de telecomunicações Pars-3, a carga de imagens de radar Nahid-3, os projetos de pesquisa denominados Pesquisa 1, Pesquisa 2 e Pesquisa 4, além do bloco de transferência orbital Saman.


O diretor da agência afirmou que a disputa internacional por órbitas terrestres baixas e altas ampliou a necessidade de autonomia espacial do Irã. Ele citou a limitação de serviços de lançamento oferecidos por países com capacidade espacial e o crescimento de constelações privadas de comunicação em órbita baixa da Terra como fatores que pressionam o desenvolvimento de infraestrutura independente.


Segundo Salariye, a infraestrutura espacial iraniana foi distribuída em várias regiões do país. Ele afirmou que a expansão da rede espacial nacional abriu espaço para crescimento de empresas baseadas em conhecimento técnico e produção interna de tecnologia.


O avanço anunciado pela ISA ocorre após ataques conjuntos dos regimes estadunidense e israelense contra centros espaciais e científicos iranianos durante a ofensiva militar iniciada em 28 de fevereiro. As operações atingiram instalações civis ligadas à pesquisa aeroespacial e ao controle orbital do país.


Entre os locais atingidos estavam o Instituto de Pesquisa Espacial, o Instituto de Pesquisa de Sistemas de Satélites, o Instituto de Pesquisa de Transporte Espacial Avançado, o Instituto de Pesquisa de Propulsão Espacial, o Centro Espacial Mahdasht e estruturas terrestres ligadas ao observatório Khayyam.


Em carta enviada à Organização das Nações Unidas em 22 de abril, o embaixador iraniano Amir Said Iravani classificou os bombardeios como atos de “terrorismo de Estado”. No documento, Teerã afirmou que os ataques tinham como alvo instalações civis utilizadas para pesquisa científica e segurança pública.“O ataque a instalações essenciais para o progresso científico e a segurança pública demonstra a verdadeira intenção criminosa dos agressores”, escreveu Iravani na comunicação enviada à ONU.

Os ataques ocorreram em meio à escalada militar conduzida por Washington e Tel Aviv contra infraestrutura iraniana, incluindo instalações civis, centros energéticos, sistemas de transporte e estruturas científicas. Autoridades iranianas acusam os governos estadunidense e israelense de utilizar sabotagem tecnológica, sanções econômicas e operações militares para impedir o avanço científico e industrial do país.


A HispanTV informou que as estações terrestres de Salmas e Chenaran entraram em operação nos últimos meses, permitindo maior capacidade de controle e monitoramento dos satélites iranianos em órbita.


O anúncio da fase final de testes dos satélites Pars-1, Pars-2 e Rad-1 foi publicado pela HispanTV em 15 de maio de 2026.

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