Gravação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro impulsiona Caiado e Zema
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As trocas de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, reveladas pelo portal The Intercept Brasil, impactaram o ambiente digital e reorganizaram as menções sobre pré-candidatos à Presidência. O caso envolve negociações de financiamento ligadas à produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A repercussão imediata do conteúdo das mensagens, segundo monitoramento da empresa AP Exata Inteligência, indicou aumento de menções negativas a Flávio Bolsonaro e redução do índice de confiança associado ao senador nas redes sociais. O levantamento aponta que, até as 18h de quinta-feira (14 de maio de 2026), 64,3% das menções sobre o senador tinham tom negativo, o maior nível desde o início da pré-campanha presidencial monitorada pela empresa.
A AP Exata informou que utiliza modelos de inteligência artificial para medir sentimentos em publicações nas redes sociais, incluindo confiança, medo, alegria e tristeza. O CEO da empresa, Sergio Denicoli, afirmou que o índice de confiança associado a Flávio Bolsonaro caiu para 13,7%, com recuo de 2,8 pontos percentuais, o menor entre os pré-candidatos analisados.
As mensagens reveladas indicam negociação de investimentos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, com valor total estimado em US$ 24 milhões, equivalente a cerca de R$ 134 milhões no período citado. Segundo o material divulgado, R$ 61 milhões teriam sido liberados entre fevereiro e maio de 2025. Flávio Bolsonaro confirmou ter tratado de investimentos ligados à produção e afirmou que se tratava de relação contratual vinculada a confidencialidade.
Após a divulgação, Flávio Bolsonaro concedeu entrevista à GloboNews e afirmou que não havia comentado anteriormente o caso devido a cláusulas contratuais relacionadas ao projeto cinematográfico. O senador negou uso irregular dos recursos e afirmou que não houve direcionamento para despesas de familiares, incluindo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que vive nos Estados Unidos e responde a investigação da Polícia Federal.
O monitoramento da AP Exata também registrou mudanças na distribuição de menções entre pré-candidatos à Presidência. Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) aumentaram a visibilidade nas redes após se posicionarem sobre o caso. Zema passou a concentrar 24,3% das menções monitoradas e criticou publicamente o conteúdo das mensagens, classificando a cobrança de recursos como “inaceitável” em vídeo divulgado nas redes sociais.
Ronaldo Caiado registrou crescimento de 9,6 pontos percentuais nas menções, alcançando 9,8% do total monitorado até o horário analisado. Segundo o levantamento, esta foi a primeira variação expressiva de Caiado desde o início do monitoramento contínuo da consultoria.
Sergio Denicoli afirmou que o episódio abriu espaço para deslocamento de atenção dentro do campo da direita e aumento de exposição de outros pré-candidatos. O levantamento também registrou aumento de críticas a Zema dentro do campo bolsonarista, após suas declarações sobre o senador.
O monitoramento aponta ainda que o presidente Lula (PT) não registrou ganho direto de imagem com a crise. Segundo os dados da AP Exata, houve variação de 0,4 ponto percentual nas menções positivas e queda equivalente no índice de confiança associado ao presidente após a repercussão do caso.
A dinâmica eleitoral permanece sob avaliação de analistas políticos citados na reportagem original, que apontam que o episódio pode alterar o ritmo de crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, dependendo da evolução de novas informações sobre o caso e da permanência do impacto nas redes sociais.



































