Líbano pede prorrogação do cessar-fogo enquanto ataques israelenses continuam
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Líbano e Israel iniciaram em 15 de maio de 2026 a terceira rodada de negociações em Washington, enquanto ataques israelenses continuavam no sul e no leste do Líbano, ordens de evacuação eram emitidas e confrontos com o Hezbollah resultavam na morte de um soldado israelense. O governo libanês apresentou demanda por cessar-fogo abrangente e garantias de fim das hostilidades. Os Estados Unidos mantêm pressão por um acordo de segurança mais amplo entre os dois lados.

As negociações ocorrem em Washington com mediação e pressão política dos Estados Unidos, em um contexto de continuidade de operações militares na fronteira sul libanesa e expansão de deslocamentos civis. O Líbano busca prorrogação do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril de 2026 e exige que qualquer acordo inclua retirada israelense, libertação de prisioneiros e retorno de civis deslocados.
Fontes oficiais libanesas informaram ao jornal The New Arab que Beirute apresentou posição por cessação completa das hostilidades e rejeição de um cessar-fogo descrito como intermitente desde sua entrada em vigor. O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, afirmou ao jornal libanês Ad-Diyar que “se um cessar-fogo real não for alcançado, isso significa que tudo desmoronou”, em referência às negociações iniciadas em Washington às nove horas no horário local.
O lado israelense mantém posição de que operações militares no sul do Líbano têm como objetivo atingir ameaças contra assentamentos no norte e afirma que manterá ações enquanto o Hezbollah permanecer armado. Autoridades israelenses também afirmam que não haverá retirada completa sob essas condições.
O governo dos Estados Unidos declarou, por meio de funcionário do Departamento de Estado, que a comunicação direta entre Líbano e Israel representa o caminho para um acordo de segurança, ao mesmo tempo em que atribui ao Hezbollah ações de obstrução das negociações por meio de ataques e ameaças.
No terreno, o exército israelense informou a morte do sargento de primeira classe Negev Dagan, de 20 anos, durante confrontos no sul do Líbano, elevando para 20 o número de militares e contratados israelenses mortos desde a retomada da guerra em março de 2026.
O grupo Hezbollah declarou operações contra forças e veículos israelenses no sul do Líbano, incluindo disparos de foguetes, artilharia, mísseis antitanque e explosivos contra movimentações de tropas e tratores, além de ações contra aeronaves e drones com mísseis terra-ar.
O exército israelense realizou ataques aéreos no sul do Líbano e no Vale do Bekaa, com registros de bombardeios nas áreas próximas às cidades de Froun e Ghandouriyeh, no distrito de Bint Jbeil, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano.
Também foram emitidas ordens de evacuação para localidades como Shabriha, Hamadiyeh, Zaqouq al-Mafdi, Maashouq e al-Housh, no sul do Líbano, com instruções para deslocamento imediato de civis para áreas abertas a pelo menos 1.000 metros.
Relatórios do Centro Nacional de Riscos Naturais e Alerta Precoce do Líbano e do Conselho Nacional de Pesquisa Científica registraram 3.318 violações do cessar-fogo e 2.324 violações do espaço aéreo entre 17 de abril e 11 de maio de 2026.
O ministro da Saúde do Líbano, Rakan Nassereldine, informou que mais de 380 pessoas morreram no país desde a entrada em vigor do cessar-fogo em 17 de abril de 2026.



































