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Arqueólogos descobrem esculturas pré-hispânicas inéditas em Veracruz, no México

Escavações realizadas pelo Instituto Nacional de Antropologia e História do México identificaram vestígios de uma plataforma cerimonial e esculturas do período Clássico Inicial no estado de Veracruz. Os achados incluem elementos arquitetônicos e peças em pedra datadas entre 200 e 600 d.C., além de representações figurativas associadas a práticas simbólicas. A descoberta ocorreu no bairro de San Lucas, em Coatepec, e integra uma área em investigação há cerca de um ano. Os pesquisadores registram estruturas em bom estado de conservação e seguem com trabalhos de escavação e catalogação.


Kabubi_Pinterest
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Em 18 de junho de 2026, o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) informou a identificação de vestígios arqueológicos no bairro de San Lucas, em Coatepec, no estado de Veracruz, México. O conjunto inclui uma plataforma cerimonial com cerca de 30 metros de comprimento por 12 metros de largura, construída com lajes de pedra e calcário de coloração clara, com textura associada a processos de queima de superfície.

O material arqueológico foi atribuído ao período Clássico Inicial, entre 200 e 600 d.C., com base em características construtivas e contextuais. Segundo registros do INAH, a estrutura integra um conjunto arquitetônico que sugere ocupação vinculada a práticas cerimoniais de uma população com influência cultural da região da Costa do Golfo.


Entre os achados, foram identificados elementos ornamentais com padrões geométricos, incluindo linhas, figuras quadradas e círculos em ambos os lados de uma das superfícies da plataforma. Os pesquisadores registraram ainda uma escultura de 1,8 metro de altura, associada a duas figuras sentadas com vestimentas e adornos interpretados como marcas de posição social elevada dentro do contexto representado.


A peça também apresenta uma composição em que uma entidade localizada em um nível superior segura um recipiente do qual se projeta um elemento líquido em direção às figuras abaixo, em referência a práticas simbólicas associadas a narrativas de origem e autoridade no período pré-hispânico.


Em áreas adjacentes à plataforma, a equipe identificou vestígios adicionais, incluindo milhos carbonizados associados a possíveis práticas de oferenda e um fragmento de conta de jade dividido em quatro partes. Os materiais indicam atividades rituais vinculadas ao uso do espaço.


A Secretaria de Cultura do Governo do México, por meio de Claudia Curiel de Icaza, afirmou em nota que “cada estrutura, objeto e símbolo que emerge da pesquisa arqueológica nos lembra que o México possui um dos patrimônios culturais mais profundos e diversos do mundo. Essa descoberta proporciona novos conhecimentos sobre o nosso passado e reafirma a importância da proteção do patrimônio como um bem comum”.

O conjunto arqueológico foi localizado em uma propriedade privada sob investigação há aproximadamente um ano. As equipes de campo são compostas por pesquisadores como Mireya Moreno Aguirre, Erika Ramírez Córdoba, Jorge Ulises Mota Landa e Emmanuel Hernández Sánchez, além de cerca de 30 trabalhadores de campo, responsáveis pela documentação sistemática dos achados e pela delimitação de áreas de proteção.


O INAH informou que as escavações seguem em andamento com previsão de continuidade até agosto de 2026, com registro de novos materiais arqueológicos e análise das estruturas associadas ao conjunto cerimonial.


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