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Ataque israelense a Baalbek mata oficial da Jihad Islâmica e sua filha adolescente

Um ataque aéreo israelense matou o dirigente da Jihad Islâmica Wael Abdel Halim e sua filha Rama Abdel Halim, de 17 anos, na cidade de Baalbek, no leste do Líbano. O bombardeio ocorreu durante a madrugada enquanto Israel mantinha ataques aéreos e de artilharia em diferentes regiões libanesas apesar do cessar-fogo prorrogado em 15 de maio por mais 45 dias. Dados do Ministério da Saúde do Líbano apontam que os ataques israelenses mataram 2.988 pessoas e feriram 9.210 desde 2 de março.


Wael Abdel Halim e sua filha, Rama Abdel Halim, foram mortos em um ataque aéreo israelense no sul do Líbano. (Foto: redes sociais, via QNN)
Wael Abdel Halim e sua filha, Rama Abdel Halim, foram mortos em um ataque aéreo israelense no sul do Líbano. (Foto: redes sociais, via QNN)

Segundo veículos de imprensa libaneses, aeronaves israelenses lançaram um míssil guiado contra um apartamento residencial localizado no bairro de Al-Basatin, próximo à entrada sul de Baalbek, pouco depois da meia-noite de segunda-feira. O imóvel atingido era ocupado por uma família palestina.


Wael Abdel Halim foi identificado como integrante da Jihad Islâmica Palestina. Sua filha Rama Abdel Halim, de 17 anos, também morreu no bombardeio. Equipes de resgate e ambulâncias permaneceram no local após o ataque realizando buscas entre os escombros em busca de sobreviventes.


Até o momento do ataque, a Jihad Islâmica não havia divulgado comunicado oficial sobre o assassinato de Abdel Halim.


O bombardeio em Baalbek ocorreu paralelamente à continuidade dos ataques israelenses no sul do Líbano. Segundo relatos vindos da região, aviões israelenses realizaram ataques aéreos contra a cidade de Shaqra e áreas próximas de Rashaya al-Fakhar.


Bombardeios de artilharia israelenses também atingiram as cidades de Jebchit e Kfar Rumman. Os ataques ocorreram mesmo após o anúncio do cessar-fogo firmado em abril e prorrogado em 15 de maio.


As operações militares israelenses no território libanês provocaram acusações contínuas de violação do acordo de cessar-fogo. Autoridades libanesas afirmam que os ataques prosseguiram sem interrupção após a extensão do acordo.


O Ministério da Saúde do Líbano informou que ataques israelenses realizados no domingo mataram ao menos nove pessoas e deixaram mais de 18 feridos em diferentes regiões do país.


Os dados oficiais divulgados pelas autoridades libanesas apontam que, entre 2 de março e 17 de maio, os ataques israelenses deixaram 2.988 mortos e 9.210 feridos no Líbano.


Os bombardeios também provocaram deslocamento interno em larga escala. Números divulgados anteriormente pelas autoridades libanesas indicam que mais de um milhão de pessoas foram forçadas a abandonar suas casas durante os ataques israelenses contra o território libanês.


A continuidade dos ataques ocorre em meio à ampliação das operações militares israelenses na região desde o início do genocídio conduzido por Israel contra a população palestina em Gaza após outubro de 2023. O avanço das ofensivas israelenses no Líbano também elevou a tensão regional envolvendo grupos armados libaneses e organizações palestinas presentes no país.


O ataque em Baalbek atingiu uma área residencial distante da fronteira sul libanesa, ampliando o alcance geográfico das operações militares israelenses dentro do território do Líbano.


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