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Ativistas pedem libertação de líder palestino de Milwaukee, Salah Sarsour, antes de audiência de deportação

A detenção de Salah Sarsour pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) provocou uma onda de protestos e denúncias de perseguição política. O caso ganhou repercussão em Milwaukee e em outras cidades estadunidenses após a mobilização de organizações de direitos civis. Sarsour, líder muçulmano palestino, permanece sob custódia desde que foi parado enquanto dirigia no mês passado. Autoridades locais e advogados afirmam que sua prisão ocorre sem provas públicas consistentes. O caso se insere em um cenário mais amplo de endurecimento das políticas migratórias sob o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


Um outdoor digital mostra uma foto de Salah Sarsour enquanto manifestantes se reúnem em frente à Fundação da Mesquita para exigir sua libertação em 19 de abril de 2026, em Bridgeview, Illinois, EUA. | Getty
Um outdoor digital mostra uma foto de Salah Sarsour enquanto manifestantes se reúnem em frente à Fundação da Mesquita para exigir sua libertação em 19 de abril de 2026, em Bridgeview, Illinois, EUA. | Getty

Defensores de direitos civis intensificaram nesta semana as exigências pela libertação de Salah Sarsour, presidente da Sociedade Islâmica de Milwaukee, detido pelo ICE em circunstâncias que ativistas classificam como politicamente motivadas. O líder comunitário, 53 anos, é palestino da Cisjordânia ocupada e vive nos Estados Unidos há 32 anos como residente permanente legal, sem antecedentes criminais, segundo sua defesa. A detenção ocorreu no mês passado, quando agentes o abordaram durante uma abordagem de trânsito, seguida de prisão imediata após a publicação de um perfil sobre ele pela Canary Mission, grupo conhecido por monitorar e expor ativistas pró-Palestina.


De acordo com o Departamento de Segurança Interna, órgão que supervisiona o ICE, Sarsour é acusado sem apresentação pública de provas de suposto financiamento de “terrorismo” e de ter fornecido informações falsas em seu processo de residência. Advogados do ativista contestam integralmente as acusações e afirmam que a detenção viola garantias fundamentais de devido processo legal. Eles também apresentaram um pedido de habeas corpus, alegando que a prisão tem caráter de retaliação política contra sua atuação em defesa da causa palestina e de comunidades muçulmanas nos Estados Unidos.


A situação provocou reação institucional em Milwaukee, onde o Conselho Municipal votou em 21 de abril de 2026 uma resolução condenando a detenção de Sarsour. O vereador Alex Brower, um dos doze votos favoráveis, classificou a prisão como “uma abominação absoluta” e afirmou ser “inconcebível” que o ativista tenha sido detido com base em registros de prisões ocorridas quando ainda era adolescente na Cisjordânia ocupada. A decisão do conselho municipal ampliou a visibilidade do caso em meio a um padrão de detenções migratórias que se multiplicam sob a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


As manifestações em Milwaukee se intensificaram após a detenção, com grupos locais exigindo a libertação imediata e questionando a ausência de transparência no processo. Em meio às pressões, organizações de direitos civis denunciaram o que classificam como tentativa de silenciamento político. Em comunicado divulgado no início do mês, o Conselho de Relações Americano-Islâmicas, integrado a uma coalizão de entidades muçulmanas nos Estados Unidos, afirmou: “O sequestro do Sr. Sarsour, um querido líder da comunidade muçulmana de Milwaukee, é totalmente injusto e cruel. Mais uma vez, a administração está mirando em um palestino-americano por ter coragem de ser líder e de se posicionar contra a injustiça. Pedimos sua libertação imediata e retorno à sua família”.


Após a detenção pelo ICE, Sarsour teria sido transferido de Wisconsin para Illinois e posteriormente encaminhado a uma instalação em Indiana, enquanto familiares relatam dificuldades para localizar seu paradeiro dentro do sistema de detenção migratória estadunidense. A primeira audiência de deportação está marcada para 27 de abril de 2026, sem indicações oficiais sobre o destino final do ativista, em um contexto no qual o governo de Donald Trump intensifica deportações para terceiros países na Ásia, África e América Latina, segundo informações divulgadas a partir de Washington por Brooke Anderson em 24 de abril de 2026.

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