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“Amante”: Justiça nega recurso de Michelle para remover vídeo de Joice Hasselmann

A Justiça do Distrito Federal decidiu manter no ar um vídeo com declarações ofensivas contra Michelle Bolsonaro, rejeitando pedido de retirada imediata do conteúdo. A decisão foi tomada pela 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios em sessão realizada em 15 de abril de 2026. O recurso havia sido apresentado pela ex-primeira-dama após negativa em primeira instância. O caso envolve falas da ex-deputada Joice Hasselmann, que utilizou termos agressivos ao se referir a Michelle. A disputa judicial ocorre em meio à escalada de conflitos internos no campo bolsonarista.


Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro | ARQUIVO
Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro | ARQUIVO

Segundo reportagem publicada pelo portal Metrópoles em 20 de abril de 2026, a decisão colegiada confirmou entendimento da desembargadora Leonor Aguena, que já havia negado liminarmente o pedido de retirada do vídeo. No material, Joice Hasselmann se refere a Michelle Bolsonaro com expressões como “santinha do pau oco”, “amante” e afirma que a ex-primeira-dama possui “passado mais sujo do que pau de galinheiro”, declarações que motivaram a ação judicial.


A defesa de Michelle Bolsonaro solicitava a remoção imediata do conteúdo antes mesmo da análise do mérito, sob argumento de danos à honra e à imagem. Além da retirada do vídeo, a ação inclui pedido de indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil. O Judiciário, no entanto, optou por não intervir de forma antecipada na circulação do material, mantendo a linha de contenção em relação à censura prévia.


Em seu voto, a relatora Leonor Aguena destacou que o Judiciário deve atuar com cautela em casos que envolvem manifestações dirigidas a figuras públicas, especialmente no campo político, onde o embate discursivo tende a ser mais agressivo. A magistrada afirmou que a restrição de conteúdo deve ocorrer apenas em situações excepcionais. “Silenciar críticas a agentes políticos ou figuras públicas deve ser reservado a situações extremas de discurso de ódio ou desinformação flagrante, o que não se verifica de maneira incontestável nesta fase inicial”, registrou.


O entendimento foi acompanhado pelas demais integrantes da 5ª Turma Cível, consolidando a decisão de manter o vídeo disponível até julgamento definitivo. A decisão ocorre em um cenário de crescente judicialização de disputas políticas e midiáticas no Brasil, onde figuras públicas recorrem ao Judiciário tanto para conter ataques quanto para sustentar narrativas.


Apesar da negativa quanto à retirada imediata do conteúdo, o processo segue em tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. A análise do mérito da ação ainda deverá ocorrer, incluindo o pedido de indenização apresentado por Michelle Bolsonaro, que sustenta ter sido alvo de ataques diretos à sua reputação.

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