Pelo menos 17 migrantes somalis morreram após um barco virar na costa da Argélia
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Pelo menos 17 migrantes somalis morreram após o naufrágio de uma embarcação entre a Argélia e a Espanha. O episódio ocorreu em uma das rotas mais utilizadas por africanos que tentam alcançar o continente europeu. A informação foi confirmada em 24 de abril de 2026 pelo embaixador da Somália na Argélia, Yusuf Ahmed Hassan. As vítimas incluem 12 homens e cinco mulheres que se afogaram durante a travessia. O caso expõe mais uma vez o custo humano das políticas migratórias restritivas impostas por potências europeias.

De acordo com declarações do embaixador à mídia estatal somali, o alerta inicial partiu de familiares das vítimas. “Fui contatado por pais que estavam procurando seus filhos e queriam saber onde eles estavam”, afirmou Hassan, ao relatar o desespero de famílias diante do desaparecimento de parentes que tentavam atravessar o Mediterrâneo.
Após receber os relatos, o diplomata entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores da Argélia, que confirmou a ocorrência de mortes de migrantes africanos em uma província costeira situada a cerca de 100 quilômetros a oeste de Argel. Hassan deslocou-se até a cidade de Bou Ismail na madrugada de quinta-feira, chegando por volta das 6h, onde realizou inspeções em unidades de saúde locais. “Visitei dois hospitais na província e vi os corpos”, declarou.
O naufrágio ocorreu em uma das rotas marítimas mais perigosas do mundo, utilizada por migrantes que partem do Norte da África em direção à Europa. As travessias são frequentemente realizadas em embarcações precárias e superlotadas, sem condições mínimas de segurança, refletindo a ausência de vias legais e seguras de migração.
A repetição desses episódios está diretamente ligada ao endurecimento das políticas migratórias europeias, que empurram populações vulneráveis para rotas clandestinas controladas por redes de tráfico humano. Ao bloquear acessos regulares, governos europeus contribuem para a expansão de circuitos ilegais que operam sob alto risco de morte.
Migrantes somalis figuram entre os grupos que mais recorrem a essas travessias, impulsionados por décadas de instabilidade interna, dificuldades econômicas e eventos climáticos extremos, como secas prolongadas. A combinação desses fatores empurra milhares de pessoas a abandonar seus territórios em busca de sobrevivência.
As autoridades argelinas ainda não divulgaram informações detalhadas sobre o naufrágio, incluindo o número total de passageiros na embarcação ou as circunstâncias exatas que levaram ao acidente, mantendo indefinido o alcance completo da tragédia.


































