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Pequim rejeita alegações de Trump de que o navio iraniano apreendido foi um "presente da China"

A China negou, em 25 de abril de 2026, acusações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um suposto envolvimento chinês em um navio iraniano apreendido. A declaração ocorre dias após forças estadunidenses atacarem e tomarem o controle da embarcação Touska no Mar de Omã. Pequim classificou as alegações como infundadas e criticou interferências em relações comerciais internacionais. O episódio se insere na escalada de tensões após o anúncio de um bloqueio naval imposto por Washington contra o Irã. Autoridades iranianas denunciaram a ação como violação do direito internacional e ato de pirataria marítima.


O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun | ARQUIVO
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun | ARQUIVO

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou na sexta-feira que o governo chinês “se opõe a quaisquer acusações e associações que careçam de base factual”. A resposta veio três dias após Donald Trump declarar que o navio iraniano apreendido “tinha algumas coisas a bordo, o que não era nada bom. Talvez um presente da China, não sei”. Pequim também reiterou que “as relações comerciais normais entre países não devem estar sujeitas a interferência e interrupção”.


O episódio central ocorreu no domingo anterior, quando forças militares estadunidenses abordaram o cargueiro iraniano Touska em águas do Mar de Omã. Segundo informações divulgadas, militares foram posicionados no convés da embarcação e desativaram seus sistemas de navegação, interrompendo sua operação em alto-mar. A ação foi conduzida em meio ao bloqueio naval imposto unilateralmente pelos Estados Unidos contra o Irã.


Autoridades iranianas classificaram a operação como ilegal, destacando que envolveu coerção, intimidação e risco direto à vida da tripulação. Em comunicados oficiais, Teerã afirmou que a apreensão de um navio civil representa “uma flagrante violação dos princípios fundamentais do direito internacional”, equiparando a ação à pirataria marítima e alertando para uma escalada que ameaça a segurança de rotas marítimas estratégicas.


A acusação contra a China surge em meio a um cenário mais amplo de disputa geopolítica, no qual o controle de rotas energéticas, o cerco econômico e as acusações de interferência tecnológica e comercial compõem uma estratégia de pressão contínua dos Estados Unidos contra seus adversários. A tentativa de associar Pequim ao episódio do navio iraniano amplia o alcance dessa narrativa, ao mesmo tempo em que tensiona ainda mais as relações entre as principais potências globais.

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