BdF: Jovens agricultores trocam saberes com lideranças do campo em formação política no Paraná
- www.jornalclandestino.org

- 25 de jun.
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Jovens agricultores e lideranças da agricultura familiar participaram de uma formação política em São Mateus do Sul, no Paraná, durante o fim de semana. A atividade reuniu debates sobre juventude, organização social, sindicalismo e agricultura familiar. O encontro também incluiu uma visita a uma propriedade rural para aproximar as discussões políticas da realidade vivida pelas famílias camponesas.

A segunda etapa da formação ocorreu na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Mateus do Sul, município localizado na região centro-sul do Paraná. A iniciativa reuniu jovens e lideranças ligadas à agricultura familiar para discutir temas relacionados à participação política da juventude, às transformações sociais e às condições enfrentadas pelas populações do campo.
A atividade foi organizada pelo Coletivo Entre Nós, formado por estudantes da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em parceria com a Assesoar (Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural), com o APP-Sindicato, entidade que representa professores e funcionários de escolas do Paraná, e com a Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf).
Durante os debates, os participantes analisaram o papel da juventude nos processos de organização social e política. Também foram discutidas questões relacionadas à realidade das comunidades rurais, às formas de organização coletiva e ao desenvolvimento histórico do sindicalismo brasileiro.
O educador popular da Assesoar, Eder Borba, participou das atividades de formação e conduziu módulos voltados à análise das relações econômicas, sociais e políticas que influenciam a vida das famílias agricultoras. Segundo ele, compreender a realidade do campo exige examinar os fatores estruturais que condicionam a produção agrícola e as condições de vida da população rural.
As discussões abordaram o funcionamento do capitalismo no meio rural e os impactos da expansão do agronegócio sobre a agricultura familiar. O tema ocupou parte dos debates realizados durante a formação.
“Buscamos compreender a realidade e refletir sobre as contradições e as perspectivas para a agricultura familiar”, afirmou Eder Borba durante a atividade.
Outro eixo do encontro concentrou-se na trajetória do sindicalismo brasileiro. Os participantes discutiram o processo de construção das organizações sindicais no país e sua atuação na defesa de direitos trabalhistas e sociais das populações rurais.
As atividades também examinaram o papel dos sindicatos e das organizações populares na articulação de respostas coletivas diante de problemas enfrentados pelos trabalhadores do campo, incluindo questões ligadas à renda, à permanência na terra e às condições de trabalho.
Após a etapa de debates realizada em sala, a programação avançou para uma atividade prática. No segundo dia da formação, os participantes visitaram a propriedade rural de Marli e Nelson, agricultores familiares associados ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Mateus do Sul.
Durante a visita, o casal compartilhou experiências acumuladas ao longo de sua trajetória no campo. As conversas envolveram temas relacionados ao trabalho agrícola, à permanência das famílias na terra, às relações comunitárias construídas no meio rural e ao manejo dos recursos naturais.
A atividade permitiu que os participantes observassem aspectos do cotidiano da agricultura familiar e relacionassem os conteúdos discutidos durante a formação com situações concretas vividas por produtores rurais da região.
Ao receber o grupo, Marli e Nelson relataram sua experiência de vida no campo e apresentaram elementos de sua trajetória como agricultores familiares. O encontro promoveu o intercâmbio de experiências entre diferentes gerações e aproximou os debates sobre organização política da realidade enfrentada pelas famílias agricultoras da região.












































