Brasil 247: "Bolsonarinho é antivacina", afirma Padilha sobre Flávio Bolsonaro
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- 23 de abr.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou o senador Flávio Bolsonaro como antivacina em meio ao avanço desse movimento no Brasil. A declaração foi feita em 22 de abril de 2026 durante anúncio de ações para ampliar a cobertura vacinal, conforme noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo. O ministro vinculou a postura do parlamentar ao histórico político do bolsonarismo durante a pandemia de Covid-19. O episódio ocorre em um cenário de alerta sanitário diante da disseminação de discursos contrários à imunização. O governo do presidente Lula reafirma a vacinação como eixo central de sua política pública de saúde.

Durante coletiva, Padilha fez críticas diretas ao senador e retomou o comportamento do bolsonarismo no período mais crítico da pandemia. “Tem movimento (antivacina), tem candidato a presidente da República. O Bolsonarinho é antivacina. Não vem com esse papo agora de que ele é vacinado. O que que o Bolsonarinho fez quando o pai dele fazia chacota de vacina, falava que (quem) tomar vacina podia virar jacaré? Que que ele fez nessa época?”, declarou o ministro, em referência ao alinhamento político e ideológico do senador com o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a crise sanitária.
A fala remete ao período em que o governo federal adotou uma postura sistematicamente contrária às recomendações científicas, minimizando a gravidade da Covid-19 e promovendo desinformação sobre vacinas. O Brasil registrou aproximadamente 716 mil mortes pela doença, segundo dados oficiais. Estimativas apontam que mais de 500 mil dessas mortes poderiam ter sido evitadas caso houvesse adesão precoce a políticas públicas baseadas em evidências científicas. Durante esse período, o país atingiu a 16ª pior taxa de mortalidade do mundo e concentrou cerca de 10% das mortes globais pela doença, evidenciando o impacto estrutural de decisões políticas na condução da crise.
Ao retomar esse histórico, o ministro da Saúde estabelece uma linha direta entre o negacionismo sanitário e o atual crescimento do movimento antivacina no país, apontando implicações concretas na saúde pública. A crítica não se limita ao passado, mas se projeta no cenário eleitoral de 2026, onde figuras associadas a esse discurso voltam a disputar espaço político, tensionando o debate sobre políticas públicas essenciais.
Padilha destacou que a ampliação da cobertura vacinal é prioridade do governo federal, em um esforço para reverter retrocessos herdados de gestões anteriores e conter os efeitos da desinformação. Segundo ele, a presença de candidatos com posições antivacina no debate público exige vigilância por parte da sociedade, especialmente diante dos impactos já registrados durante a pandemia.
Como parte da estratégia para ampliar a adesão às campanhas de imunização, o Ministério da Saúde intensificou articulações com lideranças religiosas, reconhecendo o papel dessas instituições na formação de opinião e mobilização social. A pasta prepara um ato ecumênico com representantes evangélicos nos próximos dias, com o objetivo de reforçar a importância da vacinação junto à população.
“Tenho feito muitos encontros com lideranças religiosas. Vamos realizar nos próximos dias um ato ecumênico aqui dentro do ministério com lideranças evangélicas para a gente fazer uma saudação desse resultado que tivemos na ampliação da cobertura vacinal. A gente pediu muito para essas lideranças religiosas falarem nos seus cultos da importância da vacina”, afirmou o ministro, destacando a tentativa de reconstruir confiança pública em políticas de saúde após anos de erosão institucional.



































