BRASIL É O PRÓXIMO NA LISTA DE TRUMP: A ESQUERDA PRECISA ACORDAR PARA A REALIDADE IMPERIALISTA
- Rafael Medeiros

- 5 de jan.
- 2 min de leitura
A agressão covarde desferida contra Caracas na madrugada de 3 de janeiro de 2026 não é um evento isolado, mas o "cartão de visitas" de uma fase brutal do imperialismo. O sequestro de Nicolás Maduro e o bombardeio da capital venezuelana sob ordens de Donald Trump marcam a ressurreição explícita da Doutrina Monroe em pleno século XXI.
Se no século XIX o lema era "América para os americanos", hoje a tradução real é: "Os recursos da América Latina pertencem às corporações de Washington".

A Doutrina Monroe como Projeto de Saque
Diferente do que a narrativa liberal tenta impor, a queda de Maduro não visa a "democracia". Sob a ótica do materialismo histórico, assistimos à acumulação por espoliação. A Venezuela, detentora de 17% das reservas mundiais de petróleo, foi escolhida como o primeiro alvo de um cerco que visa converter o continente em um almoxarifado privado do Norte Global.
Trump não rasgou apenas os tratados internacionais; ele implodiu a diplomacia para instaurar o terror de Estado como ferramenta de mercado. Mas a pergunta que a esquerda brasileira e os movimentos sociais precisam fazer com urgência é: quem será o próximo?
O Brasil no Olho do Furacão: Água, Solo e Tecnologia
O Brasil faz fronteira com a Venezuela e compartilha mais do que limites geográficos: compartilha o status de "joia da coroa" para o capital imperialista. Se a Venezuela é o petróleo, o Brasil é a sobrevivência da espécie humana e a chave para a próxima revolução tecnológica.
A Farmácia do Mundo:
Nossa biodiversidade amazônica é o maior banco genético do planeta, cobiçado pela indústria farmacêutica transnacional.
A Geopolítica da Sede:
Detemos as maiores reservas de água doce, recurso que já é negociado como commodity em bolsas de valores e que será o ouro do futuro próximo.
Minerais Críticos e Terras Raras:
O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo. Sem esses 17 elementos químicos, não existe transição energética, não existem smartphones, nem satélites ou sistemas avançados de defesa.
A Narrativa da Invasão não Precisa de Verdades
A justificativa para invadir o Brasil não virá de fatos, mas de narrativas construídas. Se hoje Trump justifica o sequestro de um presidente eleito sob pretextos de "segurança hemisférica", amanhã poderá usar a "proteção da Amazônia" ou a "estabilidade das terras raras" como pretexto para intervenções diretas ou sanções asfixiantes contra o povo brasileiro.
A Doutrina Monroe em curso não reconhece fronteiras nem soberanias. Para a burguesia norte-americana, o Brasil é apenas uma "fazenda e mina" que não pode ter autonomia sobre seus próprios recursos.
Solidariedade e Vigilância
A esquerda brasileira não pode se dar ao luxo de analisar a crise venezuelana como um espectador distante. Defender a soberania de Caracas e a liberdade de Maduro é, em última instância, defender o direito do Brasil de existir como nação independente.
O imperialismo não aceita parceiros; ele exige submissos. Se não houver uma reação coordenada da classe trabalhadora latino-americana agora, as bombas que caíram sobre Caracas hoje ecoarão amanhã sobre o Planalto Central.
FORA IMPERIALISMO!
PELA SOBERANIA DOS POVOS DA AMÉRICA LATINA!
Por Rafael Medeiros | TREZZE Comunicação Integrada | Jornal Clandestino.




















































