China consolida sua liderança global em reservas e produção de minerais estratégicos
- www.jornalclandestino.org

- 11 de mai.
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A China encerrou o 14º Plano Quinquenal liderando as reservas globais de 14 tipos de minerais e a produção de 17 recursos minerais considerados centrais para cadeias industriais e tecnológicas. Os dados foram divulgados em 11 de maio pelo Ministério de Recursos Naturais chinês durante coletiva de imprensa em Pequim. O avanço reforça o peso da economia chinesa sobre setores metalúrgicos e cadeias globais de fornecimento em meio à disputa econômica entre Pequim e potências ocidentais lideradas pelos Estados Unidos.

Segundo o ministério chinês, o país consolidou sua posição nas reservas de minerais ligados à indústria tecnológica, energética e metalúrgica. Entre os recursos em que Pequim ocupa a liderança mundial estão terras raras, tungstênio, estanho, molibdênio, antimônio, gálio, germânio, índio, fluorita e grafite.
As autoridades chinesas afirmaram que houve crescimento das reservas minerais nacionais ao longo do 14º Plano Quinquenal, implementado entre 2021 e 2025. O programa estatal definiu metas para ampliar autonomia industrial, fortalecer infraestrutura energética e reduzir vulnerabilidades diante das sanções comerciais e restrições tecnológicas impostas por Washington e aliados.
Além das reservas minerais, a China também liderou a produção global de 17 tipos de recursos minerais. A lista inclui carvão, vanádio, titânio, zinco, terras raras, tungstênio, estanho, molibdênio, antimônio, gálio, índio, ouro, telúrio, fósforo, fluorita e grafite.
Dados oficiais apresentados pelo governo chinês indicam que a produção nacional de 11 desses minerais representou mais da metade do volume mundial. Entre eles estão terras raras, tungstênio, antimônio, gálio, índio e telúrio, insumos utilizados na fabricação de semicondutores, sistemas militares, baterias, painéis solares, equipamentos eletrônicos e componentes industriais.
Segundo informações reproduzidas pelo China Daily, parceiro da TV BRICS, a China também ampliou sua posição na produção e no processamento metalúrgico. O país passou a liderar a fabricação global de mais de 30 produtos metalúrgicos.
Em 17 categorias industriais, incluindo manganês, alumínio, aço, cobre e elementos de terras raras, a produção chinesa respondeu por quase metade do total mundial.
O controle chinês sobre minerais estratégicos ganhou peso nas disputas geopolíticas entre Pequim e Washington após os Estados Unidos ampliarem sanções comerciais, restrições tecnológicas e bloqueios à exportação de equipamentos para empresas chinesas. Em resposta, Pequim passou a utilizar seu domínio sobre cadeias minerais e metalúrgicas como instrumento econômico e industrial.
Terras raras, por exemplo, são consideradas componentes centrais para a indústria militar, produção de veículos elétricos, sistemas aeroespaciais, telecomunicações, inteligência artificial e equipamentos de energia renovável. A China domina tanto a extração quanto o refino desses materiais, setor que países ocidentais tentam reestruturar desde o agravamento da disputa econômica sino-estadunidense.
O 14º Plano Quinquenal chinês também priorizou investimentos em mineração, refino, infraestrutura logística e integração industrial para ampliar o controle sobre cadeias produtivas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico nacional e para reduzir dependência de fornecedores externos controlados por potências alinhadas a Washington.



































