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Colonizador israelense atropela e mata menino palestino a caminho da escola em Hebron

Um adolescente palestino de 16 anos foi morto na manhã de 21 de abril de 2026 após ser atropelado por um colono israelense em Hebron. O caso ocorreu por volta das 6h, quando a vítima seguia de bicicleta para a escola. Segundo a agência WAFA, o veículo envolvido pertence à equipe de segurança de um ministro do governo israelense residente em uma colônia local. O atropelamento aconteceu na Rodovia 60, eixo estratégico que conecta assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada. O episódio se soma a uma sequência de ataques letais contra palestinos em meio ao genocídio em curso.


Mohammad Majdi al-Ja'bari,  palestino de 16 anos foi morto na manhã de 21 de abril de 2026 após ser atropelado por um colono israelense em Hebron
Mohammad Majdi al-Ja'bari,  palestino de 16 anos foi morto na manhã de 21 de abril de 2026 após ser atropelado por um colono israelense em Hebron

De acordo com o correspondente da WAFA, citando fontes de segurança palestinas, Mohammad Majdi al-Ja'bari morreu instantaneamente após ser atingido no cruzamento de Beit Einun, ao norte de Hebron, uma área marcada pela presença intensiva de colonos e forças de ocupação. A Rodovia 60, onde ocorreu o atropelamento, é amplamente utilizada para conectar a colônia de Kiryat Arba a outros assentamentos, sendo frequentemente palco de incidentes envolvendo colonos armados e civis palestinos sob regime de segregação territorial.


O veículo envolvido no atropelamento, ainda segundo a WAFA, integra o aparato de segurança de um ministro israelense residente na região, evidenciando o entrelaçamento entre poder estatal e expansão colonial na Cisjordânia ocupada. Não há registro de detenção ou responsabilização imediata do condutor, o que reforça o padrão sistemático de impunidade denunciado por organizações palestinas e internacionais.


O assassinato de al-Ja'bari ocorre no mesmo dia em que múltiplos episódios de violência foram registrados em diferentes pontos dos territórios ocupados. Em Gaza, pelo menos seis palestinos foram mortos desde o amanhecer, conforme o Ministério da Saúde local, elevando o total de mortos no genocídio para mais de 72.560. Bombardeios e disparos das forças israelenses continuam atingindo áreas densamente povoadas, enquanto o cerco imposto à Faixa de Gaza restringe o acesso a alimentos, água e assistência médica.


Na Cisjordânia, colonos israelenses intensificaram ataques contra comunidades palestinas sob proteção direta das forças de ocupação. Dois palestinos, incluindo um estudante, foram mortos a tiros perto de Ramallah, enquanto agricultores foram agredidos na vila de al-Mughayyir. Em outra frente, colonizadores demoliram uma escola no Vale do Jordão, ampliando a política de deslocamento forçado de populações palestinas.


Em Jerusalém ocupada, colonos invadiram a Mesquita de Al-Aqsa e hastearam bandeiras israelenses em seu interior, em mais uma provocação que viola o status histórico do local sagrado. Paralelamente, forças de ocupação fecharam postos de controle e bloquearam estradas secundárias próximas a Nablus e Jenin, intensificando o isolamento de cidades palestinas e dificultando a mobilidade da população civil.


No campo regional, a escalada também atinge países vizinhos. Tropas israelenses continuam a demolição de casas e infraestrutura no sul do Líbano, enquanto a ONU informou que pelo menos 277 crianças foram mortas em ataques israelenses no país. Na Síria, forças israelenses invadiram a zona rural de Quneitra e detiveram um homem, ampliando o alcance geográfico das operações militares.


Em meio a esse cenário, cresce a pressão internacional, ainda que limitada, sobre Israel. Uma autoridade europeia declarou que o país “ultrapassou as linhas vermelhas europeias” e sugeriu o fim da parceria com Tel Aviv, embora sem medidas concretas imediatas. Nos Estados Unidos, um protesto foi realizado em Nova York contra uma empresa acusada de apoiar a indústria militar israelense, refletindo a crescente mobilização popular contra o apoio estadunidense à ofensiva.


Enquanto isso, no terreno, as forças de ocupação seguem emitindo ordens de demolição e despejo. Moradores de uma cidade próxima a Belém receberam prazo de 14 dias para evacuar suas casas antes da destruição, em mais um episódio da política sistemática de expulsão. Em Nablus, tropas israelenses invadiram a cidade e tomaram uma residência à força, ampliando o controle militar direto sobre áreas urbanas palestinas.

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