Conselho de Direitos Humanos da ONU fará debate sobre crise humanitária no Sudão
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O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas anunciou para 3 de julho de 2026 um debate urgente sobre a deterioração da crise humanitária no estado do Cordofão do Norte, no Sudão. A decisão ocorre diante de alertas sobre ataques das Forças Armadas do Sudão e das Forças de Apoio Rápido em áreas habitadas e infraestrutura civil. Cerca de 500 mil civis estão sob risco de serem atingidos por atrocidades em larga escala, segundo solicitação apresentada por Alemanha, Irlanda, Países Baixos, Noruega e Reino Unido.

O debate, identificado como o 13.º debate urgente do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, foi convocado após pedido formal dos cinco países europeus, que relataram falta de combustível, escassez de água e aumento de mortes civis no conflito. O documento enviado ao Conselho afirma que centenas de milhares de pessoas permanecem retidas em El Obeid, capital do Cordofão do Norte, sem acesso a serviços essenciais para sobrevivência.
Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas agendou a sessão após apelos do subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, que pediu a suspensão imediata dos ataques realizados pelas Forças Armadas do Sudão e pelas Forças de Apoio Rápido contra civis e infraestruturas.
Fletcher afirmou que a cidade de El Obeid funciona como ponto central para a assistência humanitária na região e defendeu a evacuação segura de civis que permanecem no local.
Na mesma região, a Organização das Nações Unidas informou a extensão até 30 de setembro da abertura de um corredor humanitário entre o Sudão e o Chade, destinado ao envio de ajuda para as regiões de Darfur e Cordofão.
Sudão enfrenta intensificação de operações humanitárias em meio ao avanço de deslocamentos internos. Equipes de resposta rápida da ONU e parceiros ampliaram ações de vigilância sanitária, cloração da água e distribuição de materiais de combate à cólera com apoio da Organização Mundial da Saúde.
Relatórios humanitários indicam interrupções no acesso à água potável e à eletricidade em áreas atingidas por ataques com drones. A proximidade da estação chuvosa amplia o risco de disseminação de doenças transmitidas pela água, incluindo cólera.
O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários afirmou que as partes envolvidas no conflito devem cumprir obrigações previstas no direito internacional humanitário, incluindo proteção de civis e garantia de acesso sem restrições à ajuda humanitária.












































