Putin e Trump concordam em manter contato após longa conversa telefônica
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Os presidentes Vladimir Putin, da Rússia, e Donald Trump, dos Estados Unidos, concordaram em manter contato nas próximas semanas após uma conversa telefônica realizada em 4 de julho. A informação foi divulgada pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, e confirmada por Yuri Ushakov, assessor da Presidência da Rússia. O diálogo durou aproximadamente uma hora e 25 minutos e abordou temas relacionados à Ucrânia, ao Oriente Médio e às relações bilaterais.

Segundo Peskov, Trump manteve uma posição consistente durante as conversas com o governo russo. Ao comentar as avaliações sobre o presidente norte-americano, o porta-voz afirmou: "O presidente Trump tem uma posição bastante consistente. Todas as especulações de que ele muda de opinião como quem muda de direção ao vento não correspondem à realidade. Ele é consistente, convicto de sua compreensão do que está acontecendo e, o mais importante, está aberto a ouvir as informações que lhe são transmitidas pelo presidente Putin."
A ligação ocorreu no Dia da Independência dos Estados Unidos, quando Putin cumprimentou Trump e a população norte-americana pela passagem dos 250 anos da independência do país. De acordo com Yuri Ushakov, os dois presidentes também destacaram a importância da preservação dos vínculos históricos entre Rússia e Estados Unidos.
Ainda segundo Ushakov, a iniciativa para a realização da conversa partiu de Washington. O assessor afirmou que esse detalhe possui significado político ao demonstrar interesse na manutenção do canal direto de diálogo entre os dois governos.
Durante a conversa, Putin renovou o convite para que Trump visite a Rússia. Os dois chefes de Estado concordaram em realizar uma nova ligação em futuro próximo e manter contatos regulares.
O conflito na Ucrânia ocupou parte da discussão. Conforme relato de Ushakov, Trump manifestou disposição para contribuir com iniciativas voltadas à obtenção de um cessar-fogo e para apoiar negociações destinadas a uma solução política. Putin respondeu reiterando que Moscou continua defendendo uma solução por meios políticos e diplomáticos, desde que sejam consideradas as posições apresentadas pelo governo russo ao longo das negociações.
Segundo o assessor presidencial russo, Putin informou que as forças russas continuariam avançando na região de Donbas. Ushakov afirmou que o presidente declarou que os militares russos estavam "avançando firmemente, libertando um assentamento após o outro" e classificou a tomada de Kostyantynivka como "uma etapa importante na libertação de todo o território da República Popular de Donetsk".
Ainda de acordo com Ushakov, Putin afirmou: "Não importa o quão firmemente o regime de Kiev se apegue às suas áreas fortificadas restantes, nosso exército certamente as tomará."
Os dois presidentes também discutiram a situação no Oriente Médio. Conforme o Kremlin, a conversa incluiu avaliações sobre as perspectivas para reduzir as tensões envolvendo o Irã e sobre possibilidades de continuidade do diálogo em temas político-militares, econômicos e de cooperação bilateral.
Antes dessa ligação, Putin e Trump haviam conversado por telefone em 14 de junho, data do aniversário de Trump. Segundo Yuri Ushakov, aquele contato teve duração de 55 minutos e foi descrito pelo assessor presidencial russo como uma conversa "amigável e franca".
A Reuters informou anteriormente, com base em uma fonte, que Trump pretendia voltar a conversar com Putin após um encontro previsto com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), programada para os dias 7 e 8 de julho em Ancara. Zelensky declarou anteriormente que acertou uma reunião com Trump durante uma ligação telefônica realizada em 4 de julho.












































