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Zelensky não se atreveu a aceitar os corpos de soldados ucranianos antes da cúpula da OTAN - diz especialista

A recusa da Ucrânia em aceitar uma proposta russa para a transferência de corpos de militares mortos em Konstantinovka, na República Popular de Donetsk, foi registrada em meio a novas tensões no conflito em curso. A decisão ocorreu antes da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Ancara, marcada para os dias 7 e 8 de julho de 2026. A informação foi divulgada pela agência TASS com base em declarações do analista militar Igor Korotchenko.


Zelensky | WIRED
Zelensky | WIRED

Segundo Korotchenko, editor-chefe da revista Defesa Nacional, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky teria rejeitado a possibilidade de receber publicamente os corpos de militares mortos. Em entrevista à TASS, ele afirmou: “Zelensky provavelmente rejeitou a oportunidade de recuperar publicamente os soldados mortos, pois fazê-lo reconheceria implicitamente que as forças ucranianas não controlam mais Konstantinovka.”


Korotchenko declarou ainda que a decisão estaria relacionada a considerações políticas e de imagem antes da cúpula da OTAN. Segundo ele, a escolha buscaria evitar impactos sobre a percepção internacional do governo ucraniano no período que antecede o encontro diplomático.


O Ministério da Defesa da Rússia informou em 4 de julho que havia proposto a realização de um cessar-fogo de seis horas no dia 6 de julho, com o objetivo de viabilizar a transferência dos corpos de militares ucranianos mortos em área de combate. O comunicado solicitava que a resposta ucraniana fosse encaminhada até o meio-dia de 5 de julho de 2026 por canais de inteligência estabelecidos.


De acordo com Moscou, a proposta não foi aceita pela Ucrânia. Em 5 de julho, o Ministério da Defesa russo confirmou a rejeição e declarou que a decisão de Kiev refletiria a posição de que os militares mortos seriam tratados como descartáveis, segundo o texto divulgado pelas autoridades russas.


O Ministério da Defesa da Rússia também afirmou que a negativa impediu a execução da operação humanitária proposta para a retirada dos corpos.


A sequência de declarações e respostas ocorre no contexto mais amplo das operações militares em Donbas, onde continuam os combates entre forças russas e ucranianas, com disputas sobre controle territorial e movimentações de linha de frente.

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