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Jura? ONU afirma que escalada no Oriente Médio pode tornar-se catastrófica

O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se em sessão de emergência em 2 de julho de 2026 para tratar da escalada militar no Golfo Pérsico após ataques atribuídos ao Irã contra o Bahrein e o Kuwait. A secretária-geral assistente da ONU para Consolidação e Apoio à Paz, Elizabeth Spehar, afirmou que a situação ocorre em meio a contatos diplomáticos indiretos entre Irã e Estados Unidos e risco de retomada de confrontos em larga escala. O órgão relatou ataques com drones, ações militares cruzadas e tentativas de cessar-fogo mediadas no Golfo.


©ARQUIVO
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O Conselho de Segurança das Nações Unidas Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se após uma sequência de incidentes militares no Golfo Pérsico envolvendo o Irã e os Estados Unidos. A secretária-geral assistente da ONU para Consolidação e Apoio à Paz, Elizabeth Spehar, apresentou o quadro de confrontos e afirmou que o cenário ocorre enquanto prosseguem conversações indiretas entre as partes.


Segundo Spehar, ataques foram registrados contra o navio de carga Ever Lovely no Estreito de Ormuz e contra o petroleiro Kiku ao largo da costa de Omã, com uso de drones armados na semana anterior à reunião. Os Estados Unidos classificaram os episódios como violações de um memorando de entendimento e realizaram ataques contra infraestruturas militares no litoral iraniano.


Após esses ataques, autoridades iranianas afirmaram ter atingido instalações militares estadunidenses no Golfo Pérsico, incluindo uma base aérea no Kuwait e um quartel-general naval no Bahrein. O Conselho de Segurança registrou que os dois países anunciaram cessação de ataques mútuos em 28 de junho de 2026.

As Nações Unidas informaram que o Catar passou a sediar em Doha negociações indiretas entre Irã e Estados Unidos, com participação de interlocutores regionais. Spehar declarou que a continuidade de incidentes marítimos e ataques no Golfo Pérsico ocorre enquanto essas negociações permanecem em curso.


Elizabeth Spehar afirmou ao Conselho de Segurança que a retomada de ataques e incidentes navais no Golfo Pérsico pode levar a uma escalada com impactos sobre a estabilidade regional e sobre a economia global. Ela registrou apelo para que as partes evitem ações que comprometam o cessar-fogo e cumpram obrigações sob o direito internacional relativas à proteção de civis, infraestrutura e liberdade de navegação.

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