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Na luta contra ebola, Uganda recebe centro operacional para conter o surto

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o governo de Uganda inauguraram, em 1º de julho de 2026, um Centro Operacional em Kampala para coordenar a resposta ao surto de ebola no país. A iniciativa reúne a OMS, o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (África CDC) e instituições parceiras para ampliar a vigilância epidemiológica, coordenar ações e direcionar recursos às áreas afetadas. Dados divulgados pela ONU indicam que a República Democrática do Congo concentra o maior número de casos e mortes registrados durante o atual surto.


Uganda declara surto de Ebola após confirmação de um caso da doença
Uganda declara surto de Ebola após confirmação de um caso da doença

Segundo informações da ONU News, o Centro Operacional foi criado pelo Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde para a África em conjunto com autoridades ugandesas. A estrutura passa a funcionar como núcleo de coordenação das operações de resposta ao ebola, reunindo equipes técnicas responsáveis pelo monitoramento da doença, pela coleta de informações epidemiológicas e pela distribuição de recursos destinados ao enfrentamento da emergência sanitária.


O surto teve início no leste da República Democrática do Congo e alcançou Uganda, onde foram registrados 20 casos confirmados. Na República Democrática do Congo, o número de casos confirmados chegou a 1.274. Desde a identificação dos primeiros casos provocados pela cepa Bundibugyo, o ebola causou 350 mortes nos dois países.


A ONU informou que a propagação da doença pode produzir impactos além da área da saúde. De acordo com estimativas apresentadas pela organização, a continuidade do surto poderá levar quase um milhão de pessoas à pobreza, comprometendo postos de trabalho, meios de subsistência e a atividade econômica em diversos países da região.

Levantamento elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) aponta que, caso a disseminação do vírus continue e os efeitos econômicos regionais avancem, até 300 mil empregos poderão ser afetados. O estudo também estima perdas econômicas de até US$ 3,6 bilhões para países africanos.


O novo Centro Operacional iniciou suas atividades com a participação da Equipe Continental de Apoio à Gestão de Incidentes (IMST), especialistas da Organização Mundial da Saúde e representantes de organizações parceiras. A unidade funciona nas instalações do Instituto de Doenças Infecciosas da Universidade de Makerere, em Kampala.


A partir da capital ugandesa, o centro coordena o planejamento das operações, consolida informações sobre a evolução do surto, acompanha indicadores epidemiológicos e organiza a distribuição de equipamentos, profissionais e insumos destinados às regiões atingidas.


Segundo a diretora regional de emergências da Organização Mundial da Saúde para a África, Marie-Roseline Belizaire, a atuação da Equipe Continental de Apoio à Gestão de Incidentes permitirá direcionar recursos para as localidades onde houver maior necessidade durante a resposta ao surto.


A ONU informou que mais de 90% das infecções por ebola estão concentradas na província de Ituri, na República Democrática do Congo, região localizada na fronteira com Uganda e caracterizada por intenso fluxo de pessoas e mercadorias entre os dois países.

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