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Da pesca artesanal ao prato dos estudantes: como o peixe chega à alimentação escolar

O Programa Nacional de Alimentação Escolar registrou em 2025 a ampliação do uso de pescado na merenda de escolas públicas brasileiras, com participação da pesca artesanal na cadeia de fornecimento. O levantamento foi divulgado em 4 de maio de 2026 pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. A pesquisa ouviu 2.330 profissionais entre nutricionistas e trabalhadores da alimentação escolar.


O pescado oriundo da pesca artesanal integra parte da alimentação escolar em diferentes regiões do país
O pescado oriundo da pesca artesanal integra parte da alimentação escolar em diferentes regiões do país

A coleta de dados ocorreu entre 3 e 15 de novembro de 2025 em unidades do Programa Nacional de Alimentação Escolar. O estudo foi conduzido pelo FNDE em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério da Pesca e Aquicultura. O relatório integra ações do Programa Povos da Pesca Artesanal, instituído pelo decreto federal 11.626 de 2023, e se relaciona ao Plano Nacional da Pesca Artesanal.


O levantamento identificou que o pescado oriundo da pesca artesanal integra parte da alimentação escolar em diferentes regiões do país, com inserção ligada ao planejamento nutricional e ao preparo diário nas cozinhas escolares. Segundo o estudo, 64% dos nutricionistas responsáveis técnicos indicaram que o peixe ainda não faz parte da rotina de oferta nas unidades sob sua responsabilidade. Entre merendeiras, o percentual foi de 46%.


O relatório registra diferenças entre percepções de nutricionistas e trabalhadores da cozinha escolar sobre oferta e consumo do pescado. O documento aponta que a ampliação do uso do peixe na alimentação escolar depende de integração entre políticas de compra pública e logística de distribuição.


Entre os fatores apontados para a limitação da presença do pescado nos cardápios, 54% das merendeiras citaram a presença de espinhas como principal elemento. Entre nutricionistas, 50% indicaram custo do produto e 50% citaram presença de espinhas como fatores simultâneos. O levantamento também registrou menções à aceitação dos estudantes, disponibilidade de fornecedores locais e estrutura de equipamentos para preparo.

O estudo identificou que 38% das merendeiras relatam suporte técnico suficiente nas unidades escolares, enquanto entre nutricionistas o índice é de 24%. O relatório associa a diferença ao nível de atuação direta das merendeiras nas escolas e à avaliação de estruturas mais amplas feita pelos nutricionistas responsáveis técnicos.


A tilápia aparece como principal espécie utilizada nos cardápios do Programa Nacional de Alimentação Escolar, seguida por sardinha, atum e cação. O estudo registra predominância de filés e preparações assadas nas cozinhas escolares.


O levantamento indica baixa presença de preparações alternativas com pescado, como hambúrguer e almôndega. Entre merendeiras, 67% declararam não utilizar esse tipo de preparo. Entre nutricionistas, o índice foi de 56%.


O estudo apresenta variação regional na oferta de pescado na alimentação escolar. No Acre, o índice registrado foi de 62,5%. Em Rondônia, 60,5%. No Amapá, 50%. Em Santa Catarina, 45,7%. No Ceará, 38,3%. No Rio de Janeiro, 36,8%. Em São Paulo, 31,4%. Em Minas Gerais, cerca de 18%.


O relatório associa os dados regionais à presença de cadeias produtivas locais, à tradição de consumo e à logística de distribuição de alimentos no país. O documento registra que estados da região Norte apresentam maior presença de pescado na alimentação escolar em relação a estados sem litoral e com menor tradição pesqueira.


O Ministério da Educação e o FNDE vinculam o levantamento à formulação de políticas públicas de aquisição de alimentos no Programa Nacional de Alimentação Escolar, com integração à pesca artesanal e à estrutura de compras institucionais do Estado brasileiro.

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