Declaração do Hezbollah em resposta às sanções dos EUA: uma tentativa de intimidar o povo libanês livre
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O Hezbollah afirmou na quinta-feira que as sanções impostas pelos Departamentos de Estado e do Tesouro estadunidenses contra parlamentares libaneses, oficiais do Exército Libanês e da Segurança Geral representam uma tentativa de intimidar o povo libanês e reforçar a agressão sionista contra o Líbano. O movimento declarou que as medidas buscam pressionar o país a aceitar projetos de desarmamento da Resistência e submissão política alinhados aos interesses da entidade sionista e de Washington. A organização também acusou os Estados Unidos de utilizar sanções contra instituições de segurança libanesas para impor tutela sobre o Estado libanês antes de reuniões realizadas no Pentágono.

Em comunicado divulgado na quinta-feira, o Hezbollah declarou que as sanções impostas contra deputados eleitos, dirigentes do Hezbollah e do Movimento Amal, além de integrantes das forças de segurança do Líbano, fazem parte de uma operação de pressão conduzida pela administração estadunidense para sustentar a ofensiva política e militar da entidade sionista contra o país. Segundo o movimento, Washington tenta compensar no campo diplomático aquilo que Tel Aviv não conseguiu alcançar por meio dos ataques e operações militares conduzidas contra o território libanês.
“A acusação feita pela administração americana contra nossos parlamentares e funcionários é a de que eles rejeitam o desarmamento da Resistência e o confronto com os projetos de rendição pelos quais a administração americana busca arrastar nosso país em favor da entidade sionista”, afirmou o Hezbollah no comunicado. O texto acrescenta que a acusação “se aplica à maioria das pessoas que permanecem comprometidas com a Resistência e rejeitam a rendição”.
O movimento declarou ainda que as sanções não produzirão mudança em sua atuação política e institucional. “Essas sanções são uma medalha de honra no peito daqueles que são alvo delas e uma confirmação adicional da correção de nossa escolha. Em sua essência, elas não valem a tinta com que foram escritas e não terão impacto prático algum sobre nossas escolhas ou sobre a continuidade do trabalho dos irmãos e funcionários a serviço de seu povo e na defesa de seus interesses e soberania”, afirmou a organização.
O Hezbollah também vinculou as medidas impostas contra oficiais das instituições de segurança libanesas às reuniões realizadas no Pentágono entre representantes militares libaneses e autoridades estadunidenses. Segundo o comunicado, “o ataque a oficiais libaneses na véspera de reuniões no Pentágono trata-se de uma tentativa flagrante de intimidar nossas instituições oficiais de segurança e submeter o Estado às condições da tutela americana”.
A organização afirmou que a decisão estadunidense também representa uma mensagem dirigida a setores políticos libaneses alinhados a Washington. “Essa decisão é dirigida àqueles que alegam amizade com os Estados Unidos, mas que buscam minar as instituições nacionais”, declarou o Hezbollah.
As sanções anunciadas pelos Departamentos de Estado e do Tesouro dos Estados Unidos atingem integrantes de partidos e instituições ligados ao eixo político e militar da Resistência libanesa. Washington mantém há décadas mecanismos de pressão financeira e diplomática contra o Hezbollah, o Movimento Amal e setores das forças armadas e de segurança do Líbano sob a justificativa de combate ao financiamento de organizações classificadas pelos Estados Unidos como terroristas.
No comunicado, o Hezbollah apelou para que as autoridades libanesas adotem posição de defesa institucional diante das medidas impostas por Washington. Segundo o movimento, o governo e as instituições do país devem “defender suas instituições constitucionais, de segurança e militares, a fim de preservar a soberania nacional e a dignidade do Líbano e do povo libanês”.



































