Movimento de Solidariedade do Equador apoia Raúl Castro e Cuba
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O Comitê Coordenador Equatoriano de Amizade e Solidariedade com Cuba divulgou nesta quinta-feira um manifesto de apoio a Raúl Castro após o Departamento de Justiça estadunidense apresentar acusações relacionadas ao abate de dois aviões da organização Irmãos ao Resgate em 1996. A organização afirmou que as acusações fazem parte de uma operação política conduzida pelos Estados Unidos contra a soberania cubana e contra dirigentes históricos da Revolução Cubana. O posicionamento foi publicado em Quito em meio à retomada de ações judiciais e pressões diplomáticas estadunidenses contra Cuba.

Em nota divulgada em 21 de maio, o Comitê Coordenador Equatoriano de Amizade e Solidariedade com Cuba expressou “a mais forte solidariedade” ao líder histórico da Revolução Cubana, Raúl Castro, descrito pela organização como “um exemplo de dignidade, soberania e resistência diante da constante agressão imperial”.
O comunicado denuncia aquilo que classificou como uma “enxurrada de acusações” promovida pelo governo estadunidense contra o General do Exército cubano. Segundo o texto, as medidas judiciais e políticas adotadas por Washington não podem ser analisadas separadamente do histórico de bloqueio econômico, operações de desestabilização, sanções e pressões mantidas pelos Estados Unidos contra Cuba desde o triunfo da Revolução de 1959.
A organização afirmou que rejeita “qualquer ação que busque criminalizar a luta de um povo e seus líderes por meio de campanhas midiáticas, judiciais ou políticas”. O texto sustenta que a ofensiva contra Raúl Castro busca atingir simbolicamente a autodeterminação do povo cubano e deslegitimar o processo revolucionário construído após a derrubada da ditadura de Fulgencio Batista, sustentada por Washington até janeiro de 1959.
Segundo o manifesto, as acusações apresentadas pelo Departamento de Justiça estadunidense fazem parte de uma política histórica de intervenção contra Cuba. O documento afirma que “as acusações contra o líder cubano não podem ser dissociadas da longa história de bloqueio, intervenção e pressão que os Estados Unidos mantêm contra a ilha há décadas”.
A entidade também reiterou apoio ao direito de Cuba de preservar sua soberania política sem interferência externa. “O Comitê Coordenador defende o direito de Cuba de decidir seu próprio destino, preservar sua soberania e continuar construindo seu projeto social sem interferência externa”, afirma o comunicado.
O texto acrescenta que a perseguição judicial contra Raúl Castro representa “um ataque simbólico contra a autodeterminação do povo cubano”. A nota associa a iniciativa estadunidense ao endurecimento da política externa de Washington contra governos latino-americanos que mantêm posições de enfrentamento às diretrizes econômicas e geopolíticas dos Estados Unidos.
A declaração foi publicada um dia após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentar acusações contra Raúl Castro relacionadas ao episódio ocorrido em 24 de fevereiro de 1996, quando dois aviões da organização Irmãos ao Resgate foram abatidos após incursões no espaço aéreo cubano.
O governo cubano sustentou na época que as aeronaves haviam violado repetidamente o espaço aéreo nacional. A organização Irmãos ao Resgate realizava operações aéreas próximas ao território cubano durante a década de 1990, período marcado pelo endurecimento do bloqueio econômico estadunidense após a dissolução da União Soviética e pela aprovação da Lei Helms-Burton em 1996, que ampliou as sanções contra Havana.



































