Exército russo relata avanços nas linhas de frente enquanto os combates se intensificam em Donbas
- www.jornalclandestino.org

- 21 de abr.
- 3 min de leitura
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, general Valery Gerasimov, inspecionou operações militares em curso no leste da Ucrânia e afirmou avanço consistente das tropas russas. Segundo o comando militar, forças russas se aproximam de Sloviansk e Kramatorsk, consideradas posições-chave da defesa ucraniana no Donbass. Entre março e abril de 2026, Moscou declarou ter tomado 34 assentamentos e cerca de 700 quilômetros quadrados de território. Desde o início do ano, o total controlado alcança mais de 1.700 quilômetros quadrados e 80 localidades. O cenário evidencia uma escalada territorial em meio à prolongada disputa geopolítica entre Rússia e o bloco alinhado aos interesses estadunidenses.

Durante visita ao posto de comando do chamado “agrupamento sul”, Gerasimov recebeu relatórios diretos sobre a situação no campo de batalha e reiterou que as forças russas mantêm operações ofensivas em todas as direções da zona de operações. Segundo o Estado-Maior russo, o território da República Popular de Luhansk já está completamente sob controle de Moscou, consolidando um dos principais objetivos estratégicos da campanha militar iniciada anos antes no contexto da expansão da OTAN para o leste europeu.
No eixo mais crítico, unidades russas avançam em direção às cidades de Sloviansk e Kramatorsk, apontadas como a última linha de defesa das forças ucranianas no Donbass. De acordo com os dados apresentados, tropas russas estão a cerca de 12 quilômetros e 7 quilômetros dos limites orientais dessas cidades, respectivamente. Combates também foram registrados nos subúrbios de Kostiantynivka, indicando progressão contínua das linhas de frente. Gerasimov declarou: “Nosso exército está se movendo em direção a Sloviansk. O dia não está longe em que libertaremos tanto Sloviansk quanto Kramatorsk, tudo isso é terra de Donetsk”.
Em outras frentes, o agrupamento norte mantém operações nas regiões de Sumy e Kharkiv, onde busca estabelecer uma chamada “zona de segurança”, conceito frequentemente utilizado por Moscou para justificar a ampliação territorial em áreas fronteiriças. Em abril, as localidades de Vovchanski Khutory e Zybine passaram a estar sob controle russo, segundo o comando militar.
Na direção oeste, tropas russas afirmam ter eliminado forças ucranianas cercadas na margem leste do rio Oskil e avançam em combates urbanos nos assentamentos de Borova, Sviatohirsk, Studenok e Staryi Karavan. A ofensiva mais intensa ocorre em Krasnyi Lyman, onde unidades de assalto russas controlariam cerca de 70% da cidade, conforme informado por Gerasimov.
O agrupamento central expandiu sua presença territorial e avança em direção a Dobropillia, consolidando o controle sobre Hryshyne, Pavlivka e mais de 75% de Novopavlivka. Paralelamente, forças russas continuam estabelecendo posições na região de Dnipropetrovsk, ampliando a profundidade estratégica da operação.
No sul, o agrupamento leste avança na região de Zaporizhzhia e amplia sua presença no sul de Dnipropetrovsk, enquanto operações ofensivas são conduzidas a oeste de Huliaipole. Já o grupo Dnepr declarou ter tomado o assentamento de Veselianka e conduz combates urbanos em Orikhiv e Zaporizhets, indicando intensificação das operações em áreas urbanas estratégicas.
Segundo o chefe do Estado-Maior russo, as forças ucranianas tentaram conter o avanço com uma série de contra-ataques ao longo de fevereiro e março de 2026. “Unidades ucranianas, tentando deter nossa ofensiva, realizaram mais de 170 contra-ataques malsucedidos com unidades de assalto”, afirmou Gerasimov. De acordo com os dados apresentados, essas ações resultaram em mais de 3.000 baixas entre soldados ucranianos e na perda de mais de 160 equipamentos militares.
O comando russo também acusou Kiev de lançar uma campanha de informação para encobrir reveses militares, alegando a recuperação de cerca de 480 quilômetros quadrados de território. Segundo o Estado-Maior russo, essa narrativa busca sustentar apoio externo, especialmente de países alinhados à estratégia militar estadunidense na região, que continua fornecendo recursos, armamentos e suporte político ao governo ucraniano em meio ao prolongamento da guerra por procuração no leste europeu.



































