Golpismo premiado: Mauro Cid é condenado, mas vai para a reserva com salário de R$ 16 mil
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O Exército Brasileiro oficializou na sexta-feira (20) a transferência do tenente-coronel Mauro Cid para a reserva remunerada, com efeitos a partir de 2 de março. A medida foi formalizada por portaria assinada pelo general de Brigada Luiz Duarte de Figueiredo Neto, diretor de Assistência ao Pessoal da Força. Aos 46 anos, Cid deixa a ativa após 29 anos e 11 meses de serviço, pouco mais de um ano antes de atingir os 31 anos exigidos para aposentadoria integral. Condenado a dois anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado, o militar firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal, o que resultou em pena reduzida. Com a antecipação da ida para a reserva por meio da chamada cota compulsória, ele manterá proventos estimados em R$ 16 mil mensais e preservará benefícios da ativa.

A transferência para a reserva ocorreu após o próprio oficial solicitar o afastamento antecipado, mecanismo previsto na legislação militar que permite a saída antes do tempo regulamentar. A decisão foi autorizada pelo comando do Exército e publicada oficialmente na última sexta-feira (20), consolidando o encerramento da carreira ativa de um dos principais auxiliares do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mesmo condenado a dois anos de prisão por envolvimento na articulação golpista que buscou impedir a posse do presidente eleito em 2023, Mauro Cid não perderá o posto nem a patente. A redução da pena, assegurada pelo acordo de colaboração com a Polícia Federal, evitou a abertura de processos na Justiça Militar que poderiam resultar em sua exclusão das Forças Armadas. Na prática, a sentença mais branda garantiu a permanência formal nos quadros da instituição até a passagem à reserva.
Com a mudança de status funcional, Cid terá até 90 dias para desocupar o imóvel funcional que ocupa em Brasília. A remuneração prevista, segundo estimativas divulgadas, será de aproximadamente R$ 16 mil mensais, com redução considerada mínima em relação aos vencimentos da ativa.
A formalização da aposentadoria ocorre em meio ao avanço das investigações e julgamentos sobre os responsáveis pela trama golpista que marcou a crise institucional no país.
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